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Paulo Melo ganha aval do TSE, mas cenário da Alerj segue o mesmo após simulação

Por 6 votos a 1, o TSE aprovou o registro do ex-presidente da Alerj para deputado estadual. Mesmo assim, uma simulação feita com dados oficiais mostra que a divisão das 70 cadeiras não muda.

Paulo Melo ganha aval do TSE, mas cenário da Alerj segue o mesmo após simulação
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Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram, por 6 a 1, o pedido de Paulo Melo (União Brasil) para concorrer a uma vaga de deputado estadual. Na terça-feira (3), o colegiado validou o registro, porém o ex-presidente da Casa seguirá como suplente. Ele obteve 33.546 votos nas eleições de outubro e, isoladamente, esse resultado não altera a composição das 70 cadeiras da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Um levantamento do Ururau Notícias, feito a partir das informações oficiais do TSE, confrontou a distribuição real das vagas com uma projeção que incorpora os votos do ex-deputado, o qual disputou o pleito sub judice. De acordo com a análise, a Federação União Progressista, composta por União Brasil e PP, continua com nove cadeiras, e os demais partidos permanecem com a mesma representação.

Ao somar os 33.546 votos, o quociente eleitoral sai de 121.135 e chega a 121.614, ao passo que a votação da federação cresce de 985.531 para 1.019.077. Ainda assim, o bloco não conquista uma décima cadeira. Na divisão das sobras, a média do grupo seria de 101.908 votos, valor inferior aos 105.819 que garantiram a última vaga na simulação.

Esse total também não basta para que Paulo Melo figure entre os eleitos da federação. Rafael Picciani, que fechou a lista de eleitos pelo grupo, somou 46.686 votos. Entre os suplentes, Felipe Michel, com 41.045, e Dionísio Lins, com 40.342, ficam à frente do ex-presidente da Alerj.

Vale destacar que a projeção leva em conta somente o impacto da validação dos votos de Paulo Melo. Os registros eleitorais usados apontam 338.448 votos anulados sub judice no estado, referentes a candidaturas variadas. Se outras candidaturas forem deferidas, a soma desses votos poderá alterar o quociente eleitoral e a divisão das cadeiras, o que demandaria uma nova apuração.

A decisão da Corte reverteu o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que havia impedido a candidatura com base em documentos de uma investigação sobre a suposta exploração ilegal de máquinas caça-níqueis na Região dos Lagos. Para a maioria dos ministros, as evidências apresentadas não eram suficientes para ligar Paulo Melo ao esquema nem para justificar a recusa do registro.

Quem abriu a divergência vencedora foi a ministra Estela Aranha. O relator, Floriano de Azevedo Marques, foi o único a votar contra o recurso. Presidente da Alerj entre 2011 e 2015, Paulo Melo buscava voltar ao Legislativo depois de oito anos fora de qualquer mandato.

O ex-deputado também responde a uma acusação de abuso sexual feita pela própria neta, Maria Clara Almeida Melo de Sá, de 21 anos. Em julho, a Justiça determinou medidas protetivas em favor da jovem, o que proíbe Paulo Melo de se aproximar dela ou de manter qualquer contato. O processo corre em segredo de Justiça, e o ex-presidente da Alerj rejeita as acusações.

Com informações de www.ururau.com.br.

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