Município de Campos passa de 10 mil negócios novos em cinco anos e fica na frente das demais cidades do interior
A Jucerja contabilizou 10.362 empresas criadas em Campos desde 2021, após a Prefeitura simplificar a legalização de negócios. Só em 2026 já são 1.783 novos CNPJs, e o município segue na liderança do interior fluminense.
Mais de 10 mil empresas nasceram em Campos desde 2021, ano em que a Prefeitura passou a aplicar medidas para tornar mais simples, moderna e rápida a regularização de negócios. Segundo a Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja), entre janeiro de 2021 e 30 de outubro de 2026 foram formalizadas 10.362 empresas, número que garante ao município o primeiro lugar entre as cidades do interior. Apenas em 2026, até aquela data, surgiram 1.783 novos CNPJs.
A Lortus Move ilustra esse movimento. O projeto, criado em 2026, é do empreendedor Vitor Silva, que também fundou a Studio Lortus, clínica de fisioterapia bastante conhecida na Avenida 28 de Março, no Turfe Clube.
De acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), os ramos com mais aberturas neste ano foram: atividade médica ambulatorial restrita a consultas, com 75 registros; comércio varejista de vestuário e acessórios, com 67; lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares, com 48; e restaurantes e similares, com 39. Completam a lista os serviços de engenharia (36), os serviços combinados de escritório e apoio administrativo (35), o comércio varejista de mercadorias em geral (34) e as atividades de condicionamento físico (34).
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação, Felipe Knust, atribui o desempenho a escolhas feitas pela Prefeitura nos últimos anos. Ele cita a simplificação do processo de abertura de empresas e da emissão de alvará, a atuação conjunta de todos os órgãos envolvidos e a instalação de um núcleo da Jucerja dentro da própria secretaria. Também menciona o clima de segurança no município, que paga os servidores em dia e mantém um cronograma ativo de obras por todo o território, o que movimenta negócios e gera empregos.
“Juntamos a isso a excelente infraestrutura que Campos oferece às empresas que aqui se instalarem, com mão de obra qualificada, acesso logístico facilitado por duas rodovias federais e proximidade com os maiores centros urbanos do país; sem falar que o município é um importante centro regional e concentra serviços na área de saúde, atraindo pessoas de todas as partes do estado”, comenta Felipe Knust.
Para o secretário, esses atributos devem virar um grande diferencial de competitividade com a Reforma Tributária, que começa a valer de forma gradual em janeiro de 2027. “A Reforma Tributária praticamente eliminará os incentivos fiscais que alguns estados e municípios oferecem. Por determinação do prefeito Frederico Paes, iniciamos uma busca ativa de empresas que, sem os incentivos fiscais, terão de optar por municípios que têm justamente o que nós temos a oferecer. Nossos focos são fortalecer as empresas locais e atrair novos negócios, que vão se traduzir em mais oportunidade para a população”, afirma.
O economista Ranulfo Vidigal, diretor de Dados Econômicos e Sociais da mesma secretaria, vê na criação de empresas uma contribuição central: a queda da informalidade na economia campista. “A informalidade é uma das características que enfraquecem o grau de dinamismo da economia local. Quando as empresas surgem, e nessa proporção, elas são decisivas porque, ao mesmo tempo, criam vagas formais de emprego e contribuem com receitas fiscais para o município, o estado e a União. Sem contar que os salários nominais tendem a crescer nessa conjuntura de criação de novas empresas”, pondera.
Com informações de Noticia Urbana.
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