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Em audiência no STF, clubes como Flamengo e Fluminense pedem a reabertura das bets

Dirigentes de clubes da elite do futebol levaram ao ministro Luiz Fux, relator das ações contra a MP que proíbe as bets, argumentos pela volta das casas de apostas ao mercado.

Em audiência no STF, clubes como Flamengo e Fluminense pedem a reabertura das bets
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Dirigentes de grandes clubes do futebol brasileiro, entre eles Flamengo e Fluminense, foram à audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (3) com o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo da presença foi sustentar que as casas de apostas deveriam poder voltar a atuar no país. Fux é quem conduz as ações que questionam a medida provisória que bane as bets.

A proibição foi estabelecida pelo Governo Federal em setembro, por meio de uma Medida Provisória que impede a "exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de loterias de apostas de quota fixa no território nacional". Para virar lei definitiva, o texto ainda precisa passar por votação no Congresso Nacional.

Os clubes da elite do futebol brasileiro vinham manifestando insatisfação nas semanas anteriores e, por isso, enviaram representantes à sessão desta terça-feira, na qual se posicionaram contra a restrição imposta pelo governo.

O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, foi um dos primeiros a falar e recorreu a um argumento social: "O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma família que vai sofrer os efeitos do desemprego, que é o que vai acontecer na cadeia do futebol, principalmente nas agremiações menores com essa perda de receita".

Ao se dirigir ao ministro, Montenegro afirmou que o clube carioca deixará de arrecadar R$ 200 milhões em um ano caso as bets sejam banidas de forma definitiva. Ele também defendeu os times com menor faturamento no futebol fluminense.

Em outro trecho da fala, o dirigente chamou atenção para o que considera uma lacuna no debate: "O ponto que me chamou atenção é que ouvi muito se falar sobre o drama das famílias, o drama do endividamento. Isso é verdade, o Fluminense não nega isso. Só que também existe um drama do desemprego. O que os clubes vão fazer se a receita acabar?", questionou.

Antes de Montenegro se manifestar, o vice-presidente geral do Flamengo, Flávio Willeman, já havia criticado a Medida Provisória. Segundo o representante rubro-negro, a estrutura inteira do clube seria afetada, inclusive as modalidades que não são o futebol.

"O Flamengo possui mais de 1.200 empregados que poderão ser comprometidos com a queda de aproximadamente R$ 430 milhões de receitas anuais com futebol e esportes olímpicos", afirmou Willeman.

Willeman também citou os compromissos assumidos pelo futebol profissional, sem mencionar situações específicas. Ele lembrou que o Flamengo desembolsou mais de R$ 315 milhões para trazer de volta Lucas Paquetá, na maior negociação já registrada no futebol nacional.

"Foi com base nesses contratos que o Flamengo planejou a sua estrutura financeira para os anos seguintes. O Flamengo se organizou financeiramente para os quatro ou cinco anos com base nos contratos assinados de acordo com a legislação vigente", explicou o dirigente.

Na sequência, ele completou: "O Flamengo contraiu obrigações financeiras com atletas e empregados com base nesses contratos. O Flamengo acreditou que o Brasil regulou as apostas".

Logo no início da sessão, o ministro Luiz Fux manifestou a defesa de que as casas de apostas sejam banidas do território nacional. Ele explicou que assumiu a relatoria do processo por prevenção, já que tramitavam sob sua condução ações que contestavam as normas que regulamentavam as apostas online.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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