Após deixar o país, Flávio Bolsonaro frequenta igreja evangélica na Flórida e recebe mensagem de fé
Em sua primeira aparição pública depois de deixar o Brasil, o senador Flávio Bolsonaro participou de um culto evangélico na Flórida, nos Estados Unidos. Ele afirma não se arrepender e diz que saiu "pelo Brasil".
Em sua primeira aparição pública desde que deixou o Brasil, o senador Flávio Bolsonaro esteve neste domingo em um culto evangélico na Flórida, nos Estados Unidos. As fotos divulgadas mostram o parlamentar ao lado da esposa, a dentista Fernanda Bolsonaro, além do irmão Eduardo Bolsonaro e da cunhada Heloísa. Ele também aparece posando com os pastores responsáveis pela igreja, Alice Fernandes, conhecida como Mãezona, e José Maurício Fernandes, chamado de Paizão.
Durante a celebração deste domingo, o pastor José Maurício dirigiu-se ao senador e tocou no tema da derrota, sem, porém, mencionar diretamente o pleito eleitoral. Segundo ele, quem está com Jesus não perde. "Não ganhou ou perdeu porque com Jesus você não perde. E se perder, você está ganhando", disse o religioso.
A igreja frequentada por Flávio nos Estados Unidos integra o Ministério Celeiro, criado no Brasil pelo pastor André Fernandes. Esse líder religioso esteve à frente da Igreja Lagoinha Alphaville, mas saiu da comunidade em 2025, depois de atritos com o pastor André Valadão.
O senador, que é investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas e pertence ao PL, deixou o território brasileiro nesta quarta-feira. A saída ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que ele entregasse os passaportes. De acordo com os jornais The New York Times e The Wall Street Journal, a viagem foi feita com uma aeronave fretada por Jason Miller, assessor do presidente norte-americano Donald Trump, e a rota passou pela Argentina e pelo Equador.
Desde a última terça-feira fora do país, Flávio Bolsonaro declarou neste domingo que não se arrepende de nada que fez. Em publicação no Instagram, o presidenciável faz referência à intimação para entrega do passaporte, que aconteceu depois de ele visitar o pai, Jair Bolsonaro.
"Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras. Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do presidente Bolsonaro", escreveu nos stories.
O parlamentar afirmou ainda que, nos Estados Unidos, pode se "manifestar livremente" e que não será "alvo de um juiz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta". Apesar disso, o senador não foi alvo de busca e apreensão.
Com informações de CAMPOS 24HORAS.
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