Operação do MPRJ mira residência de oficial que comanda batalhão na Zona Norte do Rio
Mandados de busca foram executados contra o comandante do 23º BPM e outros PMs, numa ação do Gaeco com a Corregedoria. A investigação corre sob sigilo e a corporação diz acompanhar o caso.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira (5) contra o comandante do 23º BPM (Leblon), Ângelo Barbosa Castro, além de outros policiais militares. A diligência partiu do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que atuou ao lado da Corregedoria da Polícia Militar. De acordo com o MPRJ, o processo tramita em sigilo, motivo pelo qual não há como divulgar mais detalhes.
Por meio de nota, a Polícia Militar afirmou que acompanha os desdobramentos da apuração e que colabora por completo com as diligências do Ministério Público.
Ângelo Barbosa Castro tem cerca de 30 anos de atuação na corporação. Ao longo da trajetória, comandou o 7º BPM, em São Gonçalo, e o 20º BPM, em Mesquita.
A equipe de reportagem não conseguiu contato com a defesa do comandante. Fica aberto espaço para que ele ou seus advogados se manifestem sobre o caso.
Outras operações: no começo de outubro, a Polícia Civil, junto com a Corregedoria da PM e o MPRJ, deflagrou ação contra um esquema de tráfico de entorpecentes e armas vinculado ao Comando Vermelho, com envolvimento de policiais militares. Os mandados de prisão foram cumpridos em imóveis do Del Castilho e da Penha, na Zona Norte, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e em Maricá, na Região Metropolitana.
Conforme as apurações, os PMs se valiam do cargo para beneficiar o grupo criminoso, incluindo o repasse de dados sigilosos e a participação em negociações clandestinas de armas e munições.
A apuração começou em outubro de 2023, quando policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) detiveram o então PM da ativa Yuri Luiz Desiderati Ribeiro e Marcos Leandro de Oliveira Serra, o Kiko, enquanto transportavam mais de 100 quilos de cocaína pela Avenida Brasil.
No decorrer das investigações, os agentes encontraram sinais de que o flagrante não tinha sido um fato isolado. Conforme a DRE-CAP, os suspeitos faziam parte de uma organização voltada à compra, ao transporte e à distribuição de grandes volumes de drogas e armamentos para o Comando Vermelho (CV).
Segundo essa mesma apuração, o grupo funcionava com tarefas divididas e funções articuladas entre seus integrantes.
Com informações de CAMPOS 24HORAS.
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