Mercado de Campos tem quase 60 kg de comida fora do prazo e sem procedência, e dono é chamado à delegacia
Uma fiscalização da SEDCON e do PROCON-RJ apreendeu cerca de 59 quilos de alimentos impróprios para consumo em um mercado de Campos dos Goytacazes. O gerente foi levado à delegacia e o estabelecimento foi autuado.
Uma operação conduzida pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON), em parceria com o PROCON-RJ, flagrou um volume expressivo de produtos inadequados para venda em um supermercado de Campos dos Goytacazes. Ao todo, cerca de 59 quilos de mantimentos foram recolhidos das prateleiras e dos depósitos do local.
Desse montante, 31,3 quilos já haviam ultrapassado a data de validade. Já outros 27,7 quilos não trariam os dados indispensáveis para que fossem identificados e se soubesse de onde vinham, o que comprometia a rastreabilidade dos itens.
Entre os produtos apreendidos havia cortes de porco, carnes em geral, pescados, alimentos empanados, derivados do leite e massas. Todo esse material foi submetido a exame técnico e, depois, descartado.
Por causa dos sinais de possíveis delitos contra as relações de consumo, o responsável pela loja, identificado como gerente, foi encaminhado à delegacia para dar explicações sobre o ocorrido.
Além da comida irregular, os agentes encontraram álcool etílico líquido à venda nas graduações de 70% e 92%. Foram contabilizados 96 litros do primeiro e 90,5 litros do segundo, distribuídos tanto na área de atendimento quanto no estoque.
Os fiscais também verificaram falhas nos locais destinados a guardar e preparar carnes. As superfícies das câmaras de refrigeração e de congelamento estavam ásperas, e as bancadas usadas para desossa e para armazenamento apresentavam manchas de ferrugem.
Outro ponto apontado foi a inexistência de balança na seção de frutas, legumes e verduras, o que impedia o cliente de acompanhar a pesagem dos produtos adquiridos.
A inspeção registrou, ainda, que não havia cartaz alertando sobre a proibição de vender bebidas alcoólicas a menores de idade. Também faltava o Livro de Reclamações do PROCON-RJ, e o alvará de funcionamento estava vencido desde 4 de maio de 2026.
O secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Rogério Pimenta, reprovou a oferta de gêneros alimentícios em condições impróprias de consumo e anunciou que a fiscalização vai ser reforçada.
"É inadmissível que estabelecimentos comerciais coloquem à venda alimentos com prazo de validade vencido ou sem as informações necessárias para garantir a procedência e a segurança dos produtos. Estamos intensificando as fiscalizações em todo o estado para coibir práticas que coloquem em risco a saúde dos consumidores. Quem descumpre a legislação precisa ser responsabilizado", declarou.
Diante do quadro, o estabelecimento recebeu auto de infração e pode ficar sujeito às punições previstas na legislação de proteção ao consumidor.



Com informações de www.ururau.com.br.
Leia também
Polícia
Imagens flagram momento em que ciclista é lançada contra vidro de automóvel em Campos
Uma ciclista de 54 anos foi arremessada sobre um carro e ficou com parte do corpo presa ao para-brisa após colisão na Avenida 28 de Março, em Campos dos Goytacazes. O caso foi registrado como lesão corporal culposa.
05/11/2026 · 20:29
Polícia
Vigilância interna flagra auxiliar com material elétrico em depósito da Light na Penha
Auxiliar de almoxarifado de firma contratada pela Light foi detido em flagrante na Penha, Zona Norte do Rio, sob suspeita de levar peças da rede elétrica. Caso ocorreu no mesmo dia da Operação Blackout.
05/11/2026 · 20:29
Polícia
Motorista fica encarcerado em ferragens após impacto com bicicleta em Campos
Batida entre automóvel e bicicleta deixa duas pessoas machucadas na manhã desta quinta-feira (5), em Campos. Socorristas dos bombeiros precisaram retirar o motorista do veículo destruído.
05/11/2026 · 20:29
Polícia
Plenário do Supremo mantém pena de quase oito anos imposta a Washington Reis por danos ao meio ambiente
Por seis votos a três, os ministros do STF rejeitaram os embargos da defesa e preservaram a pena de sete anos, dois meses e 15 dias de prisão aplicada ao ex-prefeito de Duque de Caxias por crimes ambientais.
05/11/2026 · 20:29