🔴 PLANTÃO Batida entre carro e bicicleta elétrica na Avenida 28 de Março deixa mulher em estado grave
🌦️ Campos dos Goytacazes 25°C
ÚLTIMAS
PGE-RJ ganha sinal verde para seleção de nível superior e médio com salários de até R$ 7,6 mil Féretro escapa de veículo fúnebre e fica no asfalto em plena via campista Museu Histórico de Campos ganha destaque em mostra de design que une casarões, arte e roteiros turísticos Frente fria traz temporais ao Rio de Janeiro: veja o que o Cemaden prevê Lojas Americanas abrem seleção temporária em Campos; sanjoanenses podem se candidatar até 9 de novembro Golpe com falsificação de Keytruda leva Gaeco e Polícia Civil paulista a mirar grupo que vendia imunoterápico contra o câncer STF chama partes para conciliação e reabre debate sobre a jornada de trabalho Ônibus de graça para quem fará o Enem: IMTT libera viagens em Campos nos dias de prova
◎
Polícia

Golpe com falsificação de Keytruda leva Gaeco e Polícia Civil paulista a mirar grupo que vendia imunoterápico contra o câncer

Operação Laziosi cumpre três mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão contra suspeitos de comercializar medicamento oncológico falsificado. As diligências incluem Araraquara, Matão, Marília, Agudos, Mirassol e a capital paulista.

Golpe com falsificação de Keytruda leva Gaeco e Polícia Civil paulista a mirar grupo que vendia imunoterápico contra o câncer
Imagem da reportagem

Nesta quinta-feira, 5, uma organização criminosa suspeita de vender remédios falsificados para tratar câncer passou a ser alvo da Operação Laziosi. A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público, junto com a Polícia Civil de São Paulo. Pela manhã, os agentes cumprem três mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão.

A apuração teve início em 2024, quando o laboratório Merck Sharp & Dohme (MSD), dono do registro do oncológico Keytruda, comunicou às autoridades a venda de uma unidade falsificada do produto. Esse frasco fora comprado em 21 de maio daquele ano pelo Hospital Igesp, localizado na capital paulista, junto à distribuidora Nacionalfarma, com sede em Araraquara, no interior de São Paulo.

Exames feitos em laboratório pelo fabricante constataram que o medicamento não possuía o princípio ativo. Posteriormente, uma perícia oficial confirmou a falsificação.

Os materiais recolhidos na primeira etapa da investigação, realizada em novembro de 2024, apontaram sinais de que a Nacionalfarma trabalhava de forma integrada com uma rede de companhias de fachada para escoar os remédios falsos.

O produto visado pelos criminosos é um imunoterápico aplicado por injeção e empregado no combate a diversos tipos de câncer, entre eles o melanoma (câncer de pele), o câncer de bexiga, o de rim e o de endométrio. Sua ação consiste em estimular o sistema de defesas do organismo para identificar e atacar as células cancerígenas. Aprovado pela Anvisa em novembro de 2021, o Keytruda é vendido em frascos de 4 mililitros e possui preço elevado no mercado.

"Trata-se de imunoterápico de altíssimo valor de mercado, circunstância que o torna alvo preferencial de fraudes", afirma o delegado Diógenes Santiago Netto, em representação de 75 páginas enviada à Justiça.

De acordo com o Ministério Público, apenas entre janeiro e novembro de 2024, a distribuidora registrou notas fiscais de vendas desse imunoterápico que superaram R$ 1,5 milhão, com clientes em pelo menos sete estados.

Os três que figuram nos mandados de prisão preventiva são Nalva Braz do Nascimento, dona da Nacionalfarma e apontada como a pessoa que, na prática, comandava a estrutura criminosa; Petter Gabriel Cavalcante Chagas, descrito como o vínculo do grupo com o mercado hospitalar e como participante da cotação que terminou na venda do Keytruda ao Hospital Igesp; e Sharlene Chaves Barbosa, encarregada da articulação financeira do esquema, chamada a cuidar de dados bancários e de opções para emissão de notas fiscais.

O Estadão tenta contato com a defesa dos suspeitos e permanece com espaço aberto para eventual manifestação.

Já em abril de 2025, depois da primeira fase da Operação Laziosi, a Nacionalfarma comercializou nove unidades de outro remédio oncológico falsificado para um hospital do interior paulista. O laboratório detentor do registro desse produto confirmou a fraude.

Conforme informou o hospital, uma dessas unidades chegou a ser aplicada em um paciente. O restante foi retirado pela própria Nacionalfarma e trocado por medicamentos de um lote igual ao de uma carga roubada em Minas Gerais.

As diligências desta quinta-feira acontecem em Araraquara, Matão, Marília, Agudos, Mirassol e na capital paulista. A Justiça autorizou o bloqueio de bens e valores de até R$ 15 milhões pertencentes aos investigados, a empresas ligadas a eles e a pessoas usadas como intermediárias, além de determinar a suspensão das atividades de sete companhias.

Na capital, foram localizados medicamentos oncológicos suspeitos de falsificação, os quais "passarão por análises para verificar sua autenticidade e procedência", declarou a Secretaria de Segurança Pública.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

Gostou da matéria? Compartilhe: WhatsApp Facebook X
O que você achou desta notícia?

Leia também

Banner rodapé - exemplo Publicidade
⌁
COMÉRCIO LOCAL - DESTAQUE SUA MARCA Espaço disponível para anunciantes
Quero anunciar →
WhatsApp