Museu Histórico de Campos ganha destaque em mostra de design que une casarões, arte e roteiros turísticos
O Mercado Decor, em sua quarta edição, homenageia o Museu Histórico de Campos e reúne projetos de arquitetura e decoração na FEMAC Móveis, de 5 a 18 de um mês que ainda será confirmado.
Mais uma vez, prédios públicos culturais de Campos servem de palco para projetos da iniciativa privada ligados à arquitetura, à história e à cultura. Na quarta edição, o Mercado Decor deixa claro como é importante unir empresas e o patrimônio que representa a identidade do município. O encontro, voltado ao design e à decoração, começa nesta quinta-feira (5) e segue até o dia 18, na FEMAC Móveis.
Além das novidades em tendências e projetos de interiores, o evento foi idealizado pelo arquiteto e subsecretário municipal de Turismo, Edvar Júnior, em parceria com a arquiteta Paula Martins. Seu diferencial mais marcante é o empenho em exaltar a história, a cultura e o acervo arquitetônico da cidade. A proposta conversa com a ideia de que um destino se fortalece não só pelas atrações clássicas, mas também pelas pessoas, pelas narrativas, pelos prédios, pelas manifestações culturais e pelas vivências que tornam cada lugar especial.
A historiadora e coordenadora do Museu Histórico de Campos, Graziela Escocard, diz sentir-se honrada com a escolha da instituição como patrimônio homenageado em um evento desse porte. Segundo ela, a escolha reconhece a relevância histórica, arquitetônica e cultural do espaço, que funciona no Solar do Visconde de Araruama, uma das construções mais importantes da cidade.
“Acreditamos que iniciativas como essa aproximam diferentes públicos da história de Campos e reforçam o sentimento de pertencimento e identidade com a cidade. Agradecemos aos organizadores pela sensibilidade em reconhecer o Museu como um espaço vivo de memória, cultura e educação”, acrescentou a diretora.
ATRAÇÕES DE DIFERENTES ÁREAS CULTURAIS
A edição de 2026 junta profissionais de arquitetura, designers de interiores, construtoras e empresas do setor de arquitetura, decoração e construção do Norte Fluminense. Cada espaço ficará sob responsabilidade de um escritório de arquitetura e terá como inspiração a trajetória e o perfil de uma figura real da sociedade campista, unindo projetos atuais a histórias e identidades da região.
A grade também inclui outras expressões culturais. O fotógrafo Wellington Cordeiro exibe imagens com o seu ponto de vista sobre Campos. Já a literatura está representada por Rê Magliano, autora de “Não era vinho, nem sangue, era Amor”. Além disso, o Coletivo Bem-Te-Vi organiza uma feira com seleção feita por artistas e artesãos locais. A parte final será voltada a arquitetos e designers, com palestras e encontros com nomes de projeção nacional, como Jeferson Branco, arquiteto, designer e professor de Inteligência Artificial aplicada à Arquitetura no Mackenzie, e Pietro Luigi Verona, designer que participou da Milan Design Week.
DO PRIMEIRO ENCONTRO AOS DIAS ATUAIS
Desde a primeira edição, o Mercado Decor mantém um trabalho voltado a destacar os patrimônios históricos de Campos. Todo ano, um espaço importante para a memória da cidade recebe espaço especial na divulgação do evento. Já receberam essa homenagem o Mosteiro de São Bento, o Solar do Colégio, sede do Arquivo Público Municipal, e o Solar Vila Maria. Nesta edição, quem recebe o destaque é o Museu Histórico de Campos.
O subsecretário de Turismo de Campos ressalta que o crescimento do turismo depende de reconhecer a identidade local, valorizar os territórios e transformar referências culturais em oportunidades de aprendizado, pertencimento e desenvolvimento econômico.
“Quando realizamos um evento, temos a oportunidade de colocar Campos em evidência. Acredito que arquitetura, cultura, patrimônio e turismo caminham juntos. Valorizar um edifício histórico, apresentar a produção dos nossos artistas e profissionais e contar as histórias da cidade também são formas de promover o turismo e fortalecer o sentimento de pertencimento, são oportunidades de apresentar a cidade, valorizar seus talentos, dar visibilidade aos seus patrimônios e estimular o reconhecimento daquilo que Campos tem de singular”, declara Edvar Júnior.
Com informações de CAMPOS 24HORAS.
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