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Saúde

Vacina antirrábica pós-exposição já pode ser aplicada no Centro de Imunização de Campos

A Secretaria de Saúde de Campos lembra que a vacina contra a raiva humana, indicada após exposição, é oferecida apenas pela rede pública, às quintas e domingos, das 8h às 14h.

Vacina antirrábica pós-exposição já pode ser aplicada no Centro de Imunização de Campos
Imagem da reportagem

A Secretaria de Saúde de Campos, por intermédio da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, chama a atenção para a relevância da vacina pós-exposição contra a raiva humana. Ofertada exclusivamente na rede pública, a dose é aplicada no Centro Municipal de Imunização nas quintas-feiras e nos domingos, entre 8h e 14h. O local fica instalado dentro da própria Secretaria de Saúde.

Segundo as informações divulgadas, a doença chega às pessoas por meio da saliva de bichos contaminados, entre eles cães, gatos, bois, cavalos, porcos, cabritos, morcegos, macacos, saguis, capivaras e gambás. O contágio ocorre principalmente pela mordida, mas também pode acontecer por arranhadura e ou lambedura.

Leonardo Cordeiro, coordenador do Programa Municipal de Imunização da Secretaria de Saúde, orienta que, havendo mordedura ou arranhão causado por algum animal, a vítima lave o ferimento com bastante água e sabão por pelo menos vinte minutos.

Depois disso, o indicado é procurar a emergência do Hospital Ferreira Machado (HFM) para uma avaliação médica. Caso seja preciso tomar a vacina, a própria unidade hospitalar encaminha o paciente ao Centro de Imunização. Leonardo destacou que, após a exposição ao vírus, são necessárias quatro doses do imunizante.

Foi exatamente esse o caminho percorrido pelo aposentado Jobel Salgado Filho, de 64 anos, que compareceu ao Centro de Imunização para receber a terceira dose. Ele relatou que um gato de rua invadiu o quintal de sua residência e acabou atacado pelo seu cachorro.

Ao tentar separar os dois, Jobel foi mordido pelo felino, que ficou muito agitado após o episódio. Ele recebeu o primeiro atendimento no Hospital Ferreira Machado (HFM), onde foi aplicada a antitetânica.

Para Leonardo Cordeiro, concluir o esquema vacinal é fundamental para assegurar a proteção contra a doença. Ele pede que ninguém abandone o tratamento preventivo por iniciativa própria: "Aconselhamos às pessoas a não interromperem a profilaxia por conta própria", afirmou.

Também foi atendida no local a gestante de sete semanas do segundo filho Regiane Moraes Lima, de 34 anos, que tomou a segunda dose depois de ser mordida na mão por um cachorro. Moradora do Parque Esplanada, ela relatou o susto: "Estava indo levar meu filho na creche, quando um cachorro que estava na rua, veio pra cima de mim".

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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