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Educação

Equipe da educação de Campos vai ao Rio debater combate ao racismo nas escolas da rede pública

Profissionais da Seduct estiveram no V Seminário Estadual por uma Educação Antirracista, na Seeduc-RJ. Jossana Bartolazzi e Paula Gomes destacaram a importância de práticas pedagógicas que valorizem a ancestralidade e a diversidade.

Equipe da educação de Campos vai ao Rio debater combate ao racismo nas escolas da rede pública
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Um grupo de profissionais ligados à pasta municipal responsável por educação, ciência e tecnologia (Seduct) esteve no V Seminário Estadual por uma Educação Antirracista, realizado na quinta-feira (29), no auditório da Seeduc. A promoção foi da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC-RJ), e o encontro faz parte do Programa de Formação por uma Educação Antirracista.

A proposta era fortalecer práticas de ensino inclusivas, dar valor às identidades afro-brasileiras e indígenas e reforçar o cumprimento das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 nos colégios públicos fluminenses. A programação teve a palestra “Diversidade, Afetos e Educação: princípios para um currículo antirracista”, ministrada pelo professor e doutor Renato Noguera dos Santos Junior. A realização teve a parceria da Griot Consultoria, Arte, Cultura e Educação Ltda., dentro das políticas do estado para promover a igualdade racial na rede de ensino.

Do município, estiveram presentes Ana Márcia Scot, supervisora de Educação em Tempo Integral; Edeilson Alves Fernandes, supervisor de Arte; Paula Gomes de Azeredo, articuladora municipal do CNCA; Jossana Bartolazzi, gerente do Ensino Fundamental; e Diego Henrique Nascimento, gerente de Diversidade e Inclusão. Também foram Edilane Silva dos Santos Costa, técnica de acompanhamento da gestão escolar, além das professoras Diana Barreto (Arte) e Polyyana Paes (História).

O cronograma incluiu ainda uma apresentação cultural com a professora Keila Gomes, docente da Metropolitana IV. Houve uma mesa de debates sobre o panorama do Programa “Por uma Educação Antirracista”, com os caminhos já trilhados e os próximos passos. Outra mesa tratou das práticas pedagógicas e do diálogo entre os diversos atores da comunidade escolar para promover a educação nas relações étnico-raciais no dia a dia das escolas.

Jossana avaliou que participar foi uma vivência muito relevante para sua trajetória profissional e para o compromisso com um ensino mais justo e equitativo. “As reflexões sobre o PNEERQ e as contribuições dos palestrantes como Renato Nogueira nos convidam a compreender que a educação antirracista vai muito além do cumprimento de uma legislação: exige transformação de mentalidades, revisão de práticas pedagógicas e reconhecimento das histórias e identidades que constituem nossa sociedade. É fundamental reconhecer a resistência histórica da população negra, especialmente das mulheres negras, que ainda precisam lutar cotidianamente por reconhecimento, valorização e direitos”, disse.

Para a gerente, é necessário romper com as estruturas que mantêm desigualdades e erguer uma escola que valorize a ancestralidade, respeite as diferenças e promova relações étnico-raciais de fato democráticas. “Como educadora, acredito que é extremamente importante percorrer um caminho para fortalecer a formação dos profissionais da educação e consolidar práticas pedagógicas antirracistas em nossas redes de ensino. Afinal, reconhecer nossa história, valorizar nossas raízes e transformar o presente são passos essenciais para construir um futuro que respeite a ancestralidade e celebre a diversidade”, completou.

Paula Gomes entende que o seminário serviu para reafirmar o compromisso com uma escola pública que promova equidade, valorize a diversidade e enfrente o racismo. “Como profissional da educação, atuando na alfabetização e no letramento, acredito que esse compromisso deve começar desde a infância, por meio de práticas pedagógicas que valorizem a ancestralidade, a história e os saberes da população negra. Uma educação antirracista se constrói diariamente, nas escolhas pedagógicas, nos currículos e nas relações que estabelecemos com nossas crianças. Precisamos garantir que cada uma delas se reconheça, seja respeitada e encontre na escola um espaço de pertencimento e possibilidades”, finalizou.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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