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Saúde

Enfermeira do trabalho no HGG já notificou quase 20 casos ligados à saúde ocupacional

Atuação de técnica em Enfermagem do Trabalho no Hospital Geral de Guarus já rendeu cerca de 20 notificações no Sinan, incluindo casos de sílica e LER. Os dados servirão de base para políticas públicas.

Enfermeira do trabalho no HGG já notificou quase 20 casos ligados à saúde ocupacional
Imagem da reportagem

O Hospital Geral de Guarus (HGG) tem investido na identificação e na defesa da saúde de quem trabalha. Num intervalo de pouco mais de um mês, a unidade já lançou quase 20 notificações no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). O avanço é resultado do trabalho de uma profissional especializada em Enfermagem do Trabalho, que entrou para o time da Emergência com a missão de colher, registrar e organizar essas informações.

Segundo a técnica Raiane da Silva Caetano, entre os registros estão intoxicações exógenas por remédios, casos de violência autoprovocada, exposição à sílica em trabalhadores de marmorarias e Lesões por Esforços Repetitivos (LER) em profissionais da área de logística, além de outras ocorrências.

"Eu atuo em duas frentes: uma voltada aos agravos ligados ao trabalho, como a identificação da exposição à sílica e da LER, e outra na coleta de dados sobre doenças que não entram na lista de notificação pública, como as intoxicações exógenas e a violência autoprovocada, que não têm relação nenhuma com a vida profissional do paciente", explicou.

Ainda de acordo com Raiane, o levantamento tem como finalidade embasar a formulação de políticas públicas. Esse processo é feito em parceria com o setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, segundo ela.

A diretora clínica do HGG, a médica Luisa Barreto, explicou que, ao identificar os casos, o paciente atendido na unidade pode ser direcionado para um acompanhamento mais específico no Programa de Atenção à Saúde do Trabalhador (PAST), vinculado à Prefeitura de Campos, e no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), de abrangência regional.

"É mais uma camada de cuidado e de segurança para o nosso paciente, e isso amplia o tratamento de forma integral. Ou seja, nós identificamos para poder cuidar, mesmo quando esses agravos não forem o motivo principal da procura pelo atendimento na nossa emergência clínica", disse Luisa.

O superintendente do HGG, o médico Vitor Mussi, ressaltou que o trabalho da enfermagem do trabalho não tem qualquer função de fiscalização sobre as empresas. Para ele, a iniciativa busca fortalecer a rede de proteção ao trabalhador, sem nenhum viés punitivo contra as companhias.

"O objetivo do levantamento de dados é a criação de políticas públicas e o trabalho acontece em conjunto com o setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde. O HGG está contribuindo com esta rede de amparo ao trabalhador que nada tem a ver com o caráter punitivo às empresas", destacou.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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