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Saúde

Vírus da varíola dos macacos avança no Rio: infecções já superam todo o ano de 2025

Em 2026, o estado do Rio registra alta de 77% nos diagnósticos de Mpox, que já superam o total de 2025, enquanto a capital enfrenta falta de imunizantes na rede pública e mais internações.

Vírus da varíola dos macacos avança no Rio: infecções já superam todo o ano de 2025
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Em 2026, a quantidade de infecções por Mpox no estado do Rio de Janeiro subiu 77% e, até agora, ultrapassa o número total contabilizado ao longo de 2025. Dados do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (CIEVS-RJ), consolidados até a terça-feira (27), apontam 211 casos confirmados neste ano, frente a 119 no ano anterior. Esse avanço acontece num momento em que a rede pública da capital fluminense não dispõe de doses suficientes e em que as hospitalizações por essa doença vêm aumentando.

Somente em setembro e outubro foram confirmados 90 diagnósticos no estado, sendo 45 em cada um desses meses. Já na cidade do Rio, a escalada foi ainda mais forte: foram 74 ocorrências registradas nesse intervalo de dois meses, enquanto no mesmo período de 2025 houve apenas dez. Esse volume equivale a mais de sete vezes o que se viu em todo o ano passado.

No total, a capital soma 167 casos de Mpox em 2026, contra 94 em todo o exercício anterior. Setembro apresentou 45 confirmações, a maior marca mensal desde 2023, ao passo que outubro chegou a 29 novos registros até o balanço divulgado na sexta-feira (30). Na mesma data, havia dez pessoas hospitalizadas no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) localizada em Manguinhos, Zona Norte da cidade.

Paralelamente ao aumento dos diagnósticos, o município do Rio convive com a escassez de imunizantes contra a Mpox na rede pública, situação que veio a público no final de outubro. A vacinação oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não atinge a população como um todo, obedecendo a uma ordem de prioridades estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Entre os beneficiados por essa prioridade estão pessoas que convivem com HIV e possuem um comprometimento grave da imunidade, profissionais de laboratório que lidam diretamente com o vírus e indivíduos que tiveram contato de risco com pacientes suspeitos ou confirmados. Diante desse quadro, o deputado federal Daniel Soranz (PSD-RJ), que já comandou a Secretaria Municipal de Saúde da capital, pediu ao Ministério da Saúde que amplie a disponibilidade de doses, de modo a resguardar os grupos mais expostos.

A Mpox é uma enfermidade causada por vírus, que se espalha sobretudo por meio de proximidade física com pessoas contaminadas, principalmente quando há feridas na pele. Também é possível adquirir o vírus ao manter contato com líquidos do corpo e objetos infectados, a exemplo de toalhas e lençóis, além de secreções vindas das vias respiratórias em certas circunstâncias de aproximação prolongada.

Os sinais que aparecem com mais frequência são febre, cefaleia, dores pelo corpo, fadiga e inchaço dos linfonodos, popularmente chamados de ínguas. Também surgem lesões na epiderme, que podem se transformar em bolhas e ferimentos, localizando-se no rosto, nas mãos, na boca e nas áreas genital e anal. Grande parte dos doentes tem quadros leves ou moderados, porém indivíduos com imunidade debilitada, crianças e grávidas estão mais sujeitos a complicações.

Diante de qualquer suspeita, a recomendação é buscar assistência médica, afastar-se de contato físico estreito e evitar dividir itens pessoais até que um profissional faça a avaliação necessária.

Com informações de www.ururau.com.br.

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