Cemitérios de Campos têm manhã calma antes do Finados, e floristas apostam em segunda-feira de vendas altas
Na véspera do Dia de Finados, cemitérios de Campos tiveram poucos visitantes pela manhã. Zeladores e floristas dizem que o público grande costuma aparecer na segunda-feira (2), e vendedores citam os preços de flores e velas.
A manhã deste domingo (1º), um dia antes do Dia de Finados, foi de pouca gente nos cemitérios de Campos, segundo zeladores e comerciantes de flores e velas. Eles lembram que, a cada ano, o grande fluxo de pessoas fica para a segunda-feira (2). Às 7h, os 23 cemitérios distribuídos pelo município abriram os portões para que as famílias fizessem a limpeza e enfeitassem os túmulos, e as visitas podem ser feitas até as 17h.
Em Goytacazes, distrito que reúne três cemitérios, sendo um municipal e dois das irmandades de São Benedito e de Nossa Senhora das Dores, a procura também foi baixa, o mesmo valendo para a venda de flores e velas. Desde sexta-feira (31), os vendedores ocupam a lateral da praça principal. Mesmo assim, mantêm a expectativa de que a segunda-feira traga muito movimento, como nos anos anteriores.
Moradora de Tócos, a comerciante Rafaela Marcelo contou que já vendeu algumas flores e que o ritmo é sempre esse: lento no início e melhor depois. Ela trabalha com variedade de flores e afirma que todas saem, mas as mais simples, e portanto mais baratas, têm bem mais procura. “Não está ruim não, é assim mesmo. Vai melhorando aos poucos e no Dia de Finados mesmo, o movimento aumenta bastante”, acrescenta.
Dentro dos cemitérios, a cena é parecida, com poucos parentes e amigos visitando seus entes queridos. Laudímia Ana Correa, da localidade de Veiga, arrumava o túmulo da família, tarefa que cumpre ao menos uma vez por mês. “Eu vinha aqui de 15 em 15 dias, mas por causa da falta de tempo, agora venho uma vez por mês, mas não deixo de vir, porque aqui estão todas as pessoas queridas, meu pai, mãe, avós e sobrinhos”, conta.
Rousaly de Freitas já tinha limpado todo o túmulo e passava à etapa de enfeitá-lo. “Além de orar, eu venho também colocar um pouco de cor aqui, através das flores. É uma maneira de homenagear nossos entes queridos, pessoas que fizeram parte da nossa história e que estão guardadas na nossa memória”, acrescenta.
Há flores de todos os tipos e a preços variados nas barracas. Os valores mudam de uma banca para outra, mas sem grandes diferenças em relação à maioria. A dúzia de rosas custa R$ 40,00, a de girassóis R$ 30,00, e as de monsenhor e chuva de prata saem por R$ 20,00 cada. As folhagens são vendidas a R$ 10,00 o amarrado, e a caixa de velas também custa R$ 10,00.
Com informações de CAMPOS 24HORAS.
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