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Mulher que trabalhou em cartório no Noroeste Fluminense vai para a cadeia acusada de falsificar escrituras e sumir com quase R$ 400 mil

Antiga servidora de um cartório de Trajano de Moraes foi detida em operação do MPRJ. Ela é suspeita de forjar escrituras, usar conta paralela e desviar R$ 396 mil.

Mulher que trabalhou em cartório no Noroeste Fluminense vai para a cadeia acusada de falsificar escrituras e sumir com quase R$ 400 mil
Imagem da reportagem

Na quinta-feira (5), uma operação do Ministério Público estadual levou à prisão preventiva de uma mulher que havia trabalhado no cartório único de Trajano de Moraes. Segundo a acusação, ela se aproveitou do cargo que ocupava na unidade para forjar documentos, adulterar registros de imóveis e se apropriar de mais de R$ 396 mil.

Quem executou a ordem foi a Promotoria de Justiça local, auxiliada por agentes do setor de segurança e inteligência do órgão (CSI/MPRJ) e por policiais da 157ª DP. A denúncia contra a ex-funcionária inclui peculato, estelionato, falsificação de documento público, inclusão de informações falsas em sistemas e supressão de documento.

De acordo com a denúncia, ela fabricava escrituras e registros de imóveis que pareciam legítimos, com uso indevido de selos de fiscalização. Os moradores que buscavam regularizar propriedades pagavam pelo serviço, mas o papel entregue, em alguns casos, não tinha correspondência com os registros oficiais.

Os investigadores descobriram ainda que ela controlava sozinha uma conta paralela, aberta no nome do cartório. Os valores pagos pelos usuários caíam ali e, depois, seguiam para contas pessoais dela.

Conforme o MPRJ, esse esquema desviou cerca de R$ 115,3 mil, distribuídos em 59 operações bancárias. Outros R$ 280,9 mil teriam sido tirados direto das contas oficiais do cartório, em 186 transferências. Com base nesses números, o Ministério Público pediu à Justiça que fixe uma reparação mínima de R$ 396,3 mil pelos danos.

A decisão que determinou a prisão preventiva levou em conta a reincidência das irregularidades e o risco de novos crimes. O Judiciário apontou que a denunciada continuou recebendo pagamentos de usuários mesmo depois de deixar definitivamente o cartório, em dezembro de 2024, passando-se por funcionária do local.

O caso veio à tona quando a Corregedoria-Geral da Justiça, ligada ao TJRJ, detectou problemas no cartório. Em maio deste ano, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa da investigada, onde estavam documentos do cartório, incluindo folhas do Livro de Notas nº 77, até então desaparecido, e um caderno com anotações de acesso a sistemas e contas bancárias.

Com informações de www.ururau.com.br.

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