Rio terá menos UPPs: são 10 unidades e dez estruturas blindadas saem de cena
Resolução da Secretaria de Estado de Polícia Militar corta de 16 para 10 as UPPs da capital e desmobiliza dez bases, torres e cabines. A mudança integra a terceira fase de reestruturação do programa.
Uma nova resolução publicada nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial do Estado vai diminuir o número de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de 16 para 10. Além disso, a Polícia Militar determinou a retirada de dez estruturas fixas, entre bases, torres e cabines blindadas, espalhadas por comunidades da capital. O documento, de número 9.560, traz a assinatura do secretário de Estado de Polícia Militar, Sylvio Ricardo Ciuffo Guerra.
A norma também fixa em 3 mil o total de policiais que poderão integrar o Comando de Polícia de Proximidade (CPP), órgão ao qual as unidades estão subordinadas. Com a publicação, entra em vigor a terceira etapa da reorganização das UPPs. Ela começa a valer já na data de divulgação.
Pelo texto, seis unidades perdem a estrutura própria e passam a atuar como companhias destacadas, ligadas a uma das dez UPPs-sede. De acordo com a resolução, essa alteração não provoca interrupção no policiamento, e essas companhias seguem encarregadas do patrulhamento nas localidades que já cobriam.
Na nova configuração, cada UPP-sede comanda as companhias existentes em sua área de atuação. A UPP Santa Marta, ligada ao 2º BPM, continua atuando apenas em sua própria localidade, sem companhias agregadas. Já a UPP Jacaré, do 3º BPM, passa a abranger São João e Lins.
A UPP Mangueira, vinculada ao 4º BPM, absorve Barreira do Vasco e Turano. Na sequência, a UPP Providência, do 5º BPM, também segue sem companhias incorporadas. A UPP Borel, do 6º BPM, fica com Salgueiro, Formiga e Macacos.
O Complexo do Alemão, pertencente ao 16º BPM, reúne Fazendinha, Nova Brasília e Alemão. Já o Complexo da Penha, também do 16º BPM, incorpora Vila Cruzeiro e Chatuba. A UPP Pavão-Pavãozinho, do 19º BPM, passa a responder por Tabajaras e Babilônia/Chapéu Mangueira.
Em Manguinhos, a UPP vinculada ao 22º BPM ficará com Adeus/Baiana e Arará. Por fim, a Rocinha, do 23º BPM, terá sob sua responsabilidade o Vidigal.
As UPPs-sede assumirão a gestão administrativa, a logística, os veículos, o armamento e a distribuição dos policiais que integram as companhias. Segundo a corporação, a intenção é diminuir a fragmentação administrativa e deixar um número maior de agentes na atividade operacional.
No que diz respeito às estruturas fixas, a resolução determina a desmobilização definitiva de dez pontos. Entre eles estão a Torre Blindada do Adeus e a Cabine Blindada dos Democráticos, em Manguinhos. No Jacaré, serão retiradas a Base Buraco do Lacerda, a Base Feirinha e a Base Largo do Jacaré.
Também saem de operação a Torre Blindada da Gamboa, situada na área da UPP Providência, e a Cabine Predinhos, no Complexo do Alemão. No Complexo da Penha, a retirada atinge a Cabine Blindada da Praça São Lucas. No Lins, será desativada a Cabine Gambá, e na área da UPP Borel, a Base Basanha.
Mesmo com a desativação, o patrulhamento ostensivo continuará nesses locais. Haverá ajustes nas missões dos grupamentos táticos e de proximidade, além de pontos-base temporários quando for preciso. O comando precisará recolher os equipamentos, regularizar os serviços de água e energia e definir o destino dos bens das estruturas extintas.
Conforme o texto, o fechamento dessas estruturas, por si só, não altera a área de atuação das UPPs. O efetivo do CPP será ajustado ao total de 3 mil policiais militares, divididos entre as UPPs-sede e as companhias de acordo com as necessidades operacionais. A resolução orienta que o trabalho na atividade-fim seja priorizado, com menos estruturas administrativas.
O documento também reexamina os apoios permanentes que as UPPs oferecem a outras unidades da corporação. Entre eles está o emprego fixo de agentes em vias expressas, túneis e outros pontos situados fora das comunidades atendidas. A reorganização desses apoios ficará a cargo do CPP, em articulação com os demais órgãos envolvidos.
Esta não é a primeira redução recente. Em novembro de 2024, o governo fechou 13 UPPs na capital, o que levou o total de 29 para 16, e anunciou o remanejamento de cerca de 1.100 policiais para o patrulhamento da cidade. Já em janeiro deste ano, um decreto que reestruturou a PM deu novo nome ao comando responsável pelas unidades, agora chamado Comando de Polícia de Proximidade.
A primeira UPP foi inaugurada no Santa Marta, em Botafogo, em 19 de dezembro de 2008. O programa atingiu 38 unidades inauguradas até 2014. Com a resolução atual, restam 10 UPPs-sede, todas localizadas na capital.
Com informações de www.ururau.com.br.
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