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Operação Denário mira fraude fiscal de mais de R$ 100 milhões com empresas em nome de terceiros

A Delegacia Fazendária da Polícia Civil deflagrou a primeira fase da Operação Denário contra um esquema de sonegação fiscal ligado ao comércio varejista. Os débitos tributários identificados superam R$ 100 milhões.

Operação Denário mira fraude fiscal de mais de R$ 100 milhões com empresas em nome de terceiros
Imagem da reportagem

Policiais civis da Delegacia Fazendária (Delfaz) iniciaram, nesta quinta-feira (29/10), a primeira etapa da Operação Denário. A ação tem como objetivo desmontar um esquema de sonegação de impostos envolvendo empresas do ramo do comércio varejista no Rio de Janeiro. Até o momento, os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão em endereços diversos da capital fluminense.

As investigações foram conduzidas em parceria com a Secretaria de Fazenda e apontaram débitos tributários que ultrapassam R$ 100 milhões. Segundo a apuração, o grupo teria montado um esquema de fraude fiscal por meio da abertura de várias empresas em nome de pessoas usadas como "laranjas". Embora essas companhias tenham responsáveis formais distintos, na prática estariam sob o comando de um único núcleo empresarial.

De acordo com os investigadores, um dos principais alvos seria o responsável por criar e administrar essas empresas, recorrendo a pessoas interpostas para esconder sua real participação nos negócios. A intenção, conforme a suspeita, era dificultar a identificação de quem de fato comandava as atividades comerciais e, assim, possibilitar a supressão ou a redução ilegal de tributos.

Durante o trabalho de inteligência, a Delfaz recebeu apoio da Fazenda, que fez levantamentos e análises fiscais das empresas investigadas. O cruzamento dessas informações possibilitou constatar débitos tributários acima de R$ 100 milhões ligados ao conjunto de pessoas jurídicas associadas ao grupo.

Nesta etapa inicial da Operação Denário, os policiais civis recolhem documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam auxiliar no avanço das apurações. O objetivo é identificar todos os envolvidos e esclarecer como as supostas fraudes eram realizadas.

A repressão à sonegação fiscal faz parte das prioridades da Polícia Civil no combate a crimes que prejudicam a economia e a população do estado. Além de causar prejuízos aos cofres públicos, essa prática desvia recursos que poderiam financiar serviços essenciais, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. O crime também fere a livre concorrência, já que empresas que deixam de pagar tributos ganham vantagens indevidas frente a comerciantes e empresários que cumprem suas obrigações fiscais em dia.

As investigações prosseguem para apurar a dimensão das irregularidades e identificar todos os possíveis responsáveis.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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