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Polícia

Golpe com carros clonados nas redes sociais leva polícia a Realengo e revela suspeita de tráfico de fuzis

Polícias Civil e Militar iniciaram a segunda etapa da Operação Sinal Oculto no Jardim Novo, em Realengo, para desarticular venda de veículos roubados e possível comércio ilegal de armas.

Golpe com carros clonados nas redes sociais leva polícia a Realengo e revela suspeita de tráfico de fuzis
Imagem da reportagem

Nesta sexta-feira (6), as polícias Civil e Militar puseram em prática a segunda fase da Operação Sinal Oculto, voltada a um esquema que vendia automóveis furtados e clonados por meio de anúncios publicados em redes sociais. A ação acontece no Jardim Novo, localizado em Realengo, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, e tem como objetivo o cumprimento de oito mandados de prisão preventiva.

Para levar adiante a ofensiva, foram mobilizados 360 agentes vinculados à Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) e ao Batalhão de Polícia de Choque (BPChq). A tropa conta ainda com o respaldo de carros blindados, que acompanham a movimentação no local.

Segundo a Polícia Civil, a apuração que inicialmente tratava da venda de carros clonados acabou desvendando uma organização criminosa estruturada, na qual cada integrante possui uma função definida, existe sustentação financeira e há possíveis ligações com o mercado clandestino de armamentos de uso restrito.

Ao analisarem o conteúdo apreendido, os investigadores examinaram 19.777 mensagens e 2.324 arquivos de áudio. De acordo com a corporação, esse material trazia menções a negociações de fuzis AK-47, equipamentos calibre .50 e pistolas de uso restrito.

Além disso, foram localizados registros de integrantes do bando segurando armas de elevado poder de fogo. Conforme a apuração, os dados colhidos apontam para possíveis vínculos entre a venda de veículos subtraídos e a negociação clandestina de armas.

Até o momento em que esta matéria foi atualizada, nenhuma prisão havia sido confirmada durante a segunda etapa da operação.

A investigação teve início quando agentes identificaram perfis em redes sociais que anunciavam automóveis de alto valor por valores bem abaixo dos cobrados no mercado.

De acordo com os policiais, os envolvidos acompanhavam anúncios de carros regulares e levantavam dados de identificação dessas máquinas. Tais informações serviam para alterar veículos furtados, que depois eram divulgados online com aparência de procedência lícita.

Os agentes também perceberam que o grupo aceitava pedidos de modelos determinados. Na visão dos investigadores, essa conduta pode sinalizar uma ligação entre a busca de compradores no circuito ilegal e a seleção dos automóveis que seriam subtraídos.

A primeira etapa da Operação Sinal Oculto ocorreu em 27 de agosto de 2026, dia em que as equipes saíram para executar nove mandados de prisão e 37 de busca e apreensão. Naquele momento, 25 pessoas já tinham sido identificadas ao longo das diligências.

Yan Almeida Coelho, considerado o alvo central daquela fase, acabou detido logo no começo da manhã.

Durante uma incursão à comunidade Jardim Novo, os agentes foram atingidos por disparos. Um policial civil levou um tiro no rosto e foi levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer.

Mais tarde, a Polícia Civil comunicou que um mandado de prisão havia sido executado e que outras duas pessoas tinham sido capturadas em flagrante durante a etapa inicial.

Na mesma ocasião, os agentes recolheram 19 aparelhos celulares, oito máquinas de cartão, sete rádios comunicadores, três automóveis, dois simulacros de fuzil, munições, mídias digitais e outros itens.

Parte dos aparelhos eletrônicos foi submetida a perícia e análise, o que auxilia no avanço das investigações e na descoberta de possíveis elos do grupo com o tráfico de armas.

A Polícia Civil afirmou que as diligências seguem em andamento para encontrar outros participantes e esclarecer a relação entre furtos de veículos, alteração de identificadores, venda de automóveis em redes sociais e tráfico de armas.

Com informações de www.ururau.com.br.

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