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Política

Flávio Bolsonaro, de Washington, diz que segue na liderança e acusa STF e TSE de fraude na eleição

Em carta divulgada nesta quarta-feira (28/10), o senador Flávio Bolsonaro (PL), que deixou o país rumo aos Estados Unidos, se apresenta como líder do Brasil e afirma que vai comandar a oposição de lá.

Flávio Bolsonaro, de Washington, diz que segue na liderança e acusa STF e TSE de fraude na eleição
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Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (28/10), o senador Flávio Bolsonaro (PL) apareceu como líder do país, depois de deixar o Brasil e seguir para os Estados Unidos. O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que pretende conduzir a oposição a partir do território americano. Segundo ele, uma versão anterior do texto o apresentava como “verdadeiro presidente eleito”, expressão que foi substituída cerca de uma hora depois por “líder do Brasil”.

Logo no início da carta, Flávio agradece ao presidente argentino Javier Milei pela coragem, pelo senso de justiça e pela legalidade, além do presidente norte-americano Donald Trump e do povo dos Estados Unidos, que o receberam. Ele descreve o país como uma terra de liberdades, formada por irmãos que compartilham os mesmos valores das pessoas de bem do seu território. Trump, segundo o senador, é um grande defensor da liberdade de expressão.

Na sequência, o parlamentar diz que, na noite de domingo, assistiu perplexo ao que classifica como fraude eleitoral sendo consumada diante dos seus olhos. Para ele, a atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado de Lula tornou possível uma impossibilidade matemática, que teria permitido ao petista somar mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno.

Flávio também critica uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo ele, foi tomada acima da competência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e prorrogou a votação no fim do expediente. Na visão do senador, a determinação chegou após o horário legal, quando as urnas já estavam fechadas, fazendo com que eleitores fossem submetidos a regras distintas. Ele afirma que, até o momento, o TSE apenas defendeu a extensão do horário e não apresentou nenhuma resposta convincente.

Para o parlamentar, as irregularidades não se resumem às nulidades. Ele sustenta que houve, durante toda a campanha, abuso de poder político e econômico, além do uso da máquina pública em benefício da reeleição. Segundo ele, são fatos graves, expressamente proibidos por lei, que justificariam a cassação da chapa formada por Lula e Alckmin.

De acordo com a carta, a reação do regime à sua contestação foi imediata. Flávio afirma que, sete minutos após o que chama de repugnante fraude, um juiz que estaria envolvido em um grande escândalo de corrupção, citado diretamente no inquérito usado para tentar apreender seus passaportes, iniciou a suposta máquina de perseguição política. Para o senador, esse magistrado estaria impedido de atuar e totalmente suspeito para conduzir qualquer procedimento contra ele.

O senador escreve que não pretendia deixar a pátria, mas que sabe exatamente aonde isso levará, classificando a situação como o manual clássico de um golpe de Estado. Na avaliação dele, a perseguição que começou com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e alcançou milhares de brasileiros patriotas comuns e até cidadãos americanos, tem o objetivo de silenciar quem discorda do que chama de regime de exceção, instaurado por meio de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.

Flávio afirma que não existe mandado de prisão contra ele, porque, segundo sua versão, não cometeu crime algum. Para ele, o que há é uma caça às bruxas de motivação política, que buscaria usá-lo como refém e alvo de chantagem para proteger juízes corruptos da Suprema Corte de um processo de impeachment. Ele descreve o que chama de roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, uso de tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, por fim, condenação política.

Na mesma carta, o senador diz que não fugiu do país, mas que deixou o território para poder exercer a liderança que, segundo ele, o povo merece. Ele argumenta que, calado, preso e censurado, como o pai estaria, não teria condições de exercer essa função, e que o eleitorado ficaria entregue a um teatro institucional, com uma oposição enfraquecida e controlada pela Suprema Corte, formada por serviçais do regime.

Flávio ainda cita exemplos históricos de políticos que lutaram pelo seu país à distância. Ele lembra que Rui Barbosa partiu para o exílio ao enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e, de lá, continuou defendendo a lei e a liberdade. Também menciona Charles de Gaulle, que liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o país, além de José Martí, que organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York.

O parlamentar recorda ainda o caso venezuelano, citando Juan Guaidó e Edmundo González, que precisaram deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, que, mesmo perseguida, recusou-se a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Segundo ele, todos foram tratados como criminosos pelos regimes que combatiam, mas a história os reconheceu de outra forma.

Na carta, Flávio afirma que o momento marca apenas o início da luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Ele se dirige não só aos seus 60 milhões de eleitores, mas ao conjunto da população, e diz que se considera o líder dessa causa. Além disso, acusa os responsáveis por, segundo ele, terem roubado a eleição de integrar uma organização criminosa que teria implantado uma tirania, e promete não abandonar quem desejava a mudança.

O senador também faz um apelo à comunidade internacional para que não normalize o que acontece no país. Para ele, a situação atual do Brasil não é normal e não pode ser tratada como tal.

Flávio se dirige ainda aos senadores, deputados e governadores que ajudou a eleger, citando de forma especial o candidato dele à presidência do Senado, Rogério Marinho. Ele reconhece que, no momento, esses parlamentares não teriam a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política, e por isso afirma que liderará a oposição a partir do exterior. Segundo ele, dirá o que os aliados não podem dizer e assumirá os riscos que eles não podem correr.

Por fim, o senador se dirige aos eleitores que votaram nele e sonham com mudanças, afirmando que não estão derrotados nem sozinhos. Ele anuncia que se dirigirá regularmente ao povo brasileiro nos próximos dias e que apresentará uma estratégia para mobilizar a oposição e o amplo apoio popular, por meios pacíficos e legítimos, a fim de impedir que Lula consolide um regime ditatorial. Ele pede que cada apoiador permaneça firme e nunca desista, encerrando com a frase: “Que Deus abençoe o Brasil.”

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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