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Saúde

Doar sangue vira compromisso mensal no HGG, em Guarus, após adesão de voluntários

Mutirão de coleta no Hospital Geral de Guarus, em Campos, ganhará novas edições todo mês após reunir cerca de 20 voluntários em sua estreia. A próxima ação está marcada para 3 de dezembro.

Doar sangue vira compromisso mensal no HGG, em Guarus, após adesão de voluntários
Imagem da reportagem

Quem pensa em ajudar quem está internado ganhou uma nova oportunidade: a campanha de doação de sangue do Hospital Geral de Guarus (HGG), em Campos, deixará de ser pontual e passará a ocorrer todos os meses. A determinação foi tomada depois da estreia da iniciativa, realizada na terça-feira (3), que atraiu mais de 20 pessoas dispostas a doar e superou as expectativas do Hemocentro Regional de Campos.

A coleta foi montada no pátio do hospital, entre 8h e 16h, e contou com a presença de servidores, familiares de pacientes e vizinhos do bairro Guarus. O próximo encontro já tem data definida: 3 de dezembro, dia em que a unidade móvel do hemocentro volta à unidade de saúde.

Com a ação, a intenção é garantir que haja reserva de sangue e de componentes sanguíneos para repasse a 25 unidades de saúde espalhadas por Campos e pela região.

A primeira pessoa a doar foi o cardiologista do HGG Guilherme Alcy, que já contribui com bancos de sangue há pelo menos 15 anos. Segundo ele, ter o ônibus do hemocentro estacionado dentro da unidade tornou mais fácil a adesão da equipe.

"Eu sou doador há pelo menos 15 anos e facilitou muito para mim a unidade móvel ter vindo ao HGG, um conforto a mais, que nos motiva ao principal objetivo, que é salvar vidas. Eu sou médico e ajudo sempre os pacientes, mas um dia eu também posso precisar de uma doação", afirmou.

Além dele, outros integrantes da equipe do hospital compareceram à coleta, entre eles a médica Luiza Caldas, a enfermeira Mayra Ribeiro e a fisioterapeuta Gracieli Zambom.

Moradores do Parque Prazeres também atenderam ao chamado. Renata de Souza Póvoa fez sua primeira doação e explicou que escolheu o gesto para comemorar o aniversário que se aproxima.

"É a primeira vez que estou doando sangue e estou me sentindo muito bem em ajudar o próximo. Eu vou fazer aniversário e quero retribuir todas as coisas boas que recebo. Foi isso que me motivou a vir ao HGG. Eu soube da campanha por meio das redes sociais", relatou.

Mário Luiz Dutra, por sua vez, já é um doador habitual e viu na coleta próxima de casa a chance de atingir o objetivo pessoal de doações que traçou para 2026.

A campanha também teve o apoio de quem está do outro lado da situação. Ana Paula Cordeiro, de 47 anos, que segue internada na Clínica Médica do hospital, publicou um vídeo nas redes sociais para pedir que a comunidade comparecesse.

Ela relatou ter recebido transfusão sanguínea em algum momento e ressaltou que a doação pode salvar vidas.

"Peço a vocês que venham doar, pois eu já precisei e recebi sangue, foi o que salvou a minha vida. Quem puder doar, eu peço que doe, que ajude a quem precisa. As bolsas de sangue não são direcionadas somente para o HGG, mas para outros hospitais de Campos e de toda região. Assim como minha vida foi salva, outras pessoas serão salvas também", afirmou.

O superintendente do HGG, Vitor Mussi, que é médico, disse que a primeira edição chegou à marca de cerca de 20 doadores ao longo das oito horas de funcionamento. Para ele, esse desempenho justificou manter a campanha todos os meses.

Já a diretora clínica da unidade, a médica Luisa Barreto, afirmou que o hospital consome aproximadamente 150 bolsas de componentes sanguíneos a cada mês para atender os pacientes.

A supervisora técnica da Agência Transfusional do HGG, Michelle Cunha, fez a contagem do período entre janeiro e outubro de 2026: foram empregadas 1.538 bolsas de hemocomponentes no hospital.

De acordo com ela, esses componentes são encaminhados a vários setores da unidade, como cirurgias, enfermarias, o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e a emergência.

Quem deseja colaborar com as campanhas precisa cumprir algumas exigências. A pessoa deve estar com a saúde em bom estado e pesar mais de 50 quilos. A faixa etária aceita vai dos 16 aos 69 anos, sendo que a primeira doação precisa acontecer antes dos 61 anos.

Menores de 18 anos têm de apresentar uma autorização assinada por pai ou mãe, acompanhada de cópia do documento de identidade do responsável. Também é preciso não estar em jejum e evitar comidas gordurosas nas três horas que antecedem a doação.

Além disso, o candidato deve ter descansado bem na noite anterior e levar documento oficial de identidade original e atualizado, junto com o CPF. Gestantes e mulheres que amamentam bebês com menos de 12 meses não podem doar.

Com informações de www.ururau.com.br.

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