Sem previsão de volta, Willer Tomaz desconversa sobre retorno e diz que assunto não interessa à imprensa
Investigado pela PF junto com o senador Flávio Bolsonaro, o advogado Willer Tomaz não quis dizer quando deixará os Estados Unidos e voltará ao Brasil. Ele está no mesmo país que o parlamentar.
Ao ser procurado pela reportagem, o advogado Willer Tomaz, que responde a investigação da Polícia Federal (PF) ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL), evitou revelar quando tem intenção de regressar ao país. Diante da pergunta sobre a data da sua volta, ele afirmou: “Aí não é da sua conta”.
Tomaz deixou o território brasileiro na semana passada, antes que qualquer decisão da Justiça pudesse alcançá-lo. Atualmente, ele se encontra no mesmo país onde está Flávio Bolsonaro, que saiu do Brasil entre segunda-feira (26) e terça-feira (27), depois de virar alvo de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Também foi questionado sobre o fato de estar em Miami, informação antes publicada pela colunista Milena Teixeira, do Metrópoles. Mais uma vez, o advogado se esquivou e respondeu: “Também não é da sua conta”.
A PF acompanha de perto a situação dos dois. Por decisão de Moraes, Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro não podem mais manter qualquer tipo de contato desde segunda-feira (26).
O magistrado ordenou ainda que os passaportes de Tomaz fossem cancelados, inclusive um documento de caráter diplomático, além de suspender as operações econômicas, financeiras e empresariais de companhias ligadas a ele.
Entre as providências também estão a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, o bloqueio de bens e a paralisação das atividades da firma Alcazar, ligada ao advogado. Flávio Bolsonaro era apontado como “usuário master” dessa empresa.
A apuração investiga a suspeita de que Willer Tomaz tenha usado apostas para lavar dinheiro. Segundo o caso, o possível acesso de Flávio Bolsonaro à conta bancária de uma companhia do advogado fez com que o senador passasse a integrar a investigação, que chegou ao STF no começo de outubro.
Por temer que Flávio fizesse o mesmo que o amigo e o irmão, Eduardo Bolsonaro, Moraes decidiu na segunda-feira (26) que o senador deveria entregar os passaportes em até 24 horas.
Antes, porém, de a determinação judicial ser cumprida, Flávio embarcou rumo aos Estados Unidos.
Com informações de www.ururau.com.br.
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