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Polícia

Julgamento sumário do "tribunal do crime" termina com prisão de executor em Itaperuna

Polícia Civil prendeu, no domingo (25), um suspeito de participar da morte, a pedradas, de uma mulher e de um homem condenados por um suposto tribunal do crime em Itaperuna. O caso faz parte da Operação Caça ao Sicário.

Julgamento sumário do "tribunal do crime" termina com prisão de executor em Itaperuna
Imagem da reportagem

Um homem acabou detido por suspeita de torturar e matar, a golpes de pedra na cabeça, uma mulher e um homem que haviam sido condenados pelo chamado "tribunal do crime", expressão empregada por organizações criminosas para castigar supostas infidelidades conjugais. A Polícia Civil não divulgou o nome do suspeito nem o do mandante.

A prisão aconteceu neste domingo (25), em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. O crime havia sido cometido em 2 de setembro, no Morro do Cemitério.

De acordo com os investigadores, tudo teve início com a desconfiança de traição envolvendo a companheira do suspeito, que seria o mandante. Ele é apontado como integrante de uma facção criminosa, e seu nome também não foi divulgado pela polícia.

Conforme o relato do delegado José Paulo Pires, o apontado como mandante passou a torturar a companheira durante toda a madrugada, buscando que ela confessasse. "Logo após descobrir a suposta traição, o apontado como mandante torturou a companheira durante toda a madrugada para que ela confessasse. O suposto amante também integrava o tráfico de drogas. Após horas de tortura e a confissão da mulher, o mandante levou o caso ao chamado Tribunal do Crime, que decretou a morte dela e do amante.

Segundo o delegado, o suposto amante também fazia parte do tráfico de drogas. Depois de horas de sofrimento e de a mulher admitir a traição, o mandante submeteu o caso ao tal tribunal, que determinou a morte dos dois.

Ainda de acordo com a fala do delegado, com a colaboração do homem agora detido e de outros traficantes que ainda estão sendo identificados, o mandante matou as vítimas a pedradas, atingindo a cabeça delas. "Com a ajuda do homem preso e de outros traficantes que ainda estão sendo identificados, ele matou as vítimas a pedradas, com golpes na cabeça. O mandante já havia sido preso na última semana por nossa força-tarefa", informou o delegado José Paulo Pires.

O próprio mandante já havia sido capturado na semana anterior pela força-tarefa, conforme destacou a autoridade policial.

Ainda de acordo com a fala do delegado, a prisão deste domingo integra a terceira etapa da Operação Caça ao Sicário, conduzida por uma força-tarefa da Polícia Civil por meio da 143ª Delegacia de Polícia, com respaldo do 29º Batalhão de Polícia Militar. A iniciativa busca localizar e deter envolvidos em homicídios ocorridos no município, e também cumpriu mandados de busca e apreensão.

Sobre o trabalho desenvolvido, o delegado José Paulo Pires declarou: "A Força-tarefa é um grupo especializado de policiais que atuam para prevenir e reprimir os crimes de homicídio. Nesses dois meses de atuação da força-tarefa todos os autores de crimes de homicídio ocorridos na cidade de Itaperuna foram identificados. Muitos inquéritos já estão concluídos e nas próximas semanas esses homicidas serão presos".

Em contato com o g1, o delegado detalhou que o mandante, detido na semana anterior, teria praticado o crime com o auxílio do homem capturado neste domingo (25) e de outros membros da facção. As imagens de câmeras de segurança foram utilizadas para esclarecer a participação de cada suspeito.

Para José Paulo Pires, a apuração não se restringe a quem executou os homicídios. Segundo ele, quem determina as mortes também responderá criminalmente, mesmo que já esteja encarcerado.

Nas palavras do delegado, os chefes das bocas de fumo que ordenam os assassinatos, sem tomar parte direta na execução, igualmente serão responsabilizados, inclusive os que já se encontram presos. "Os ‘donos’ das bocas de fumo que mandam praticar os homicídios e não participam diretamente na execução do crime também serão responsabilizados, inclusive os que já estão presos. A pena deles é muito maior. Eles mandam matar".

O inquérito continua sob comando da 143ª DP, com apoio do 29º BPM.

Na semana anterior, a equipe da força-tarefa executou sete mandados de busca e apreensão. Em uma dessas diligências, uma mulher foi detida depois que os policiais localizaram 1.811 pinos de cocaína em seu apartamento. Aparelhos celulares também foram recolhidos para subsidiar as apurações.

Com informações de G1 Norte Fluminense.

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