Após dois meses de angústia com suspeita de tumor, prefeito de Itaboraí comemora resultado negativo
Em transmissão ao vivo, Marcelo Delaroli contou que viveu dois meses sob a suspeita de câncer, enquanto se recuperava de uma miocardite. O PET scan realizado há uma semana deu negativo.
Nesta terça-feira (27), o prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli (PL), abriu uma live em suas redes sociais para contar que, ao longo dos últimos 60 dias, conviveu com a possibilidade de estar com câncer. De acordo com o que relatou, um exame realizado no decorrer do tratamento de uma miocardite indicou um marcador tumoral bem acima dos níveis considerados normais. Já o PET scan feito uma semana antes, que analisa o organismo como um todo, teve resultado negativo.
Logo no começo da transmissão, o chefe do Executivo municipal afirmou: "Vocês sabem que nos últimos 60 dias eu fiquei fora de combate por uma miocardite". Miocardite é a inflamação do músculo cardíaco. Delaroli disse que ainda precisará descansar, "que é no mínimo 3 meses".
Durante o período de adoecimento, Delaroli explicou que realizou diversos exames e que mantinha um deles em sigilo, sem nem mesmo comentar com os familiares. "Teve um exame que eu fiz, que eu não falei para ninguém. Meus pais vão saber agora, pelo ao vivo", declarou.
Segundo o prefeito, o marcador tumoral "deu mais de 100 vezes aumentado". Após uma semana, ele refez o teste, e o resultado continuou fora da faixa adequada. Quinze dias mais tarde, outro exame apontou, conforme as palavras dele, que a taxa "aumentou mais de 200%". Delaroli não revelou qual marcador foi avaliado.
Vale lembrar que os marcadores tumorais são substâncias dosadas no sangue que podem se elevar diante de determinados tipos de câncer, mas também em outras circunstâncias. Por essa razão, isoladamente, não são capazes de confirmar um diagnóstico.
"Eu convivi durante esses 60 dias com muita dificuldade, podendo ter um tumor, podendo ter um câncer", disse.
O prefeito justificou que manteve a informação em segredo para proteger as pessoas ao seu redor. "Eu não podia deixar as pessoas próximas de mim, que me amam, preocupadas com isso."
Uma semana atrás, Delaroli passou pelo PET scan, um exame de imagem que examina o corpo por completo e é empregado na investigação de tumores. O laudo acabara de ficar pronto quando ele entrou no ar, e o prefeito contou que preferiu informar os seguidores antes mesmo dos parentes mais próximos, que aguardavam o desfecho. "E deu negativo", anunciou.
"Eu só tenho que agradecer muito a Deus, porque foram dias de joelho", afirmou. Ele relatou que rezou sozinho para que o exame não apontasse nada, "para que eu pudesse cuidar dos meus filhos, da minha família". Em seguida, completou: "Meus filhos não mereciam isso, meus pais não mereciam isso, mas hoje é um dia de vitória, é um dia de bênçãos".
Durante a transmissão, o prefeito ainda destacou que continua em processo de recuperação. "Hoje eu estou aqui, claro, ainda tendo que fazer repouso, por causa do meu coração."
Enquanto Delaroli segue em tratamento, o vice-prefeito Elber Corrêa (PP) responde pelos atos do Executivo na condição de prefeito em exercício. Decretos divulgados no Diário Oficial de Itaboraí desta segunda-feira (26) levam a assinatura dele nessa função, o mesmo ocorrendo com atos publicados na edição de 11 de setembro.
No dia 3 de setembro, o prefeito precisou ser encaminhado ao Hospital Municipal Desembargador Leal Júnior, em Itaboraí, após sentir um mal-estar. Naquele momento, a assessoria da prefeitura comunicou que ele se encontrava bem e acompanhado por equipe médica.
Nascido no Rio, Marcelo Jandre Delaroli tem 46 anos e cumpre o segundo mandato à frente de Itaboraí, município do Leste Fluminense que faz parte da Região Metropolitana do Rio. Ele assumiu a prefeitura em 2021 e foi reeleito em 2024, já no primeiro turno, com 116.813 votos, o que corresponde a 93,79% dos votos válidos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Antes disso, atuou como deputado federal pelo Rio de Janeiro.
O prefeito é irmão do deputado estadual Guilherme Delaroli (PL), que ocupa a primeira vice-presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e foi reeleito em outubro para mais um mandato.
Com informações de www.ururau.com.br.
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