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Política

Rombo de quase R$ 14 bi guia primeiros nomes do secretariado de Ruas no governo fluminense

Eleito para comandar o Rio, Douglas Ruas (PL) revelou na terça-feira (3) três integrantes do primeiro escalão. A equipe terá de lidar com déficit previsto de cerca de R$ 14 bilhões em 2027.

Rombo de quase R$ 14 bi guia primeiros nomes do secretariado de Ruas no governo fluminense
Imagem da reportagem

Douglas Ruas (PL), escolhido pelas urnas para governar o estado do Rio, deu nesta terça-feira (3) os primeiros passos na formação do time que o acompanhará na gestão. Foram revelados três nomes do primeiro escalão, cujas pastas vão tratar de controle de gastos, obras de infraestrutura de grande porte e políticas sociais.

O anúncio acontece num cenário de aperto: o rombo previsto para as contas fluminenses em 2027 chega perto de R$ 14 bilhões. Entre as alternativas sobre a mesa estão rever o projeto de orçamento e instituir um teto que segure a expansão das despesas.

Os escolhidos são Anderson Monteze, para Planejamento, Gestão e Inovação; Maria Gabriela Bessa, para Casa Civil e Governança; e a vice-governadora eleita, Fernanda Louback, que cuidará da Secretaria de Políticas Inclusivas e da Mulher.

Anderson Monteze terá como uma de suas tarefas iniciais revisar as estimativas de arrecadação do estado, antes de a Assembleia Legislativa (Alerj) votar o orçamento de 2027. O objetivo é checar se é viável apresentar um déficit menor do que os quase R$ 14 bilhões calculados hoje. Ele ressalta, porém, que qualquer ajuste precisa se basear em números realistas.

"Antes da votação do orçamento, a gente quer avaliar, com base nas projeções de arrecadação, se será possível prever um déficit menor que os R$ 14 bilhões estimados para 2027. Mas esse processo terá que ser sustentável. Não podemos simplesmente reduzir o déficit de forma artificial e ter que rever os números depois", afirmou.

Também está nos planos da gestão estabelecer um limite para a alta dos gastos do estado. O desenho deverá respeitar as normas do Propag, o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, que fixa condições para o controle das despesas dos governos estaduais.

Monteze ainda responderá pelo patrimônio imobiliário do governo, podendo explorar comercialmente ou vender imóveis para engordar a receita. Na segurança pública, a secretaria deverá planejar a convocação e o treinamento dos 2.189 aprovados no último concurso da Polícia Militar.

À frente da Casa Civil e Governança, Maria Gabriela Bessa coordenará o planejamento estratégico e acompanhará projetos tidos como prioritários para a infraestrutura do estado. Estão previstas a extensão do metrô até São Gonçalo, chegando à Praça XV, e a finalização da Linha 2, ligando Estácio, Cruz Vermelha e Praça XV.

A pasta também acompanhará estudos de concessão de gás, trens e barcas, além de projetos montados por meio de parcerias público-privadas. Para debater formas de financiamento e modelos de gestão, o grupo conversa com o BNDES e com o Banco Mundial.

A área de segurança pública segue sem estrutura definida. Ruas ainda vai apresentar quem comandará a pasta e avalia uma reorganização administrativa que poderia reunir o planejamento estratégico do setor na Secretaria de Segurança Pública, com eventual subordinação das polícias e de outros órgãos.

Já Fernanda Louback, vice-governadora eleita, assumirá a Secretaria de Políticas Inclusivas e da Mulher. Uma das prioridades é abrir caminhos de qualificação profissional e de acesso ao mercado de trabalho para mulheres vítimas de violência doméstica, para que alcancem independência financeira e tenham mais opções para sair de situações de violência.

A pasta também deverá promover ações integradas de saúde e educação para pessoas neurodivergentes, sobretudo as com transtorno do espectro autista (TEA). Um dos primeiros passos será levantar quantos profissionais de apoio escolar precisam ser contratados e capacitados para atender os alunos no ano letivo de 2027.

Enquanto escolhe os demais auxiliares, Ruas organiza a mudança da equipe de transição para a sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Centro da capital. O local receberá reuniões e debates sobre as prioridades da futura administração.

Com informações de www.ururau.com.br.

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