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Polícia

Golpistas se passam por bancos, oferecem renegociação e deixam clientes com dívidas em nome próprio

Duas polícias civis deflagraram operação contra três mulheres suspeitas de aplicar golpes com falsos empréstimos e refinanciamentos. As vítimas arcaram com as dívidas enquanto o dinheiro ia para contas do grupo.

Golpistas se passam por bancos, oferecem renegociação e deixam clientes com dívidas em nome próprio
Imagem da reportagem

Nesta quarta-feira (4), as Polícias Civis do Distrito Federal e do Rio de Janeiro foram às ruas para prender três mulheres investigadas por integrar um esquema de fraudes bancárias. Os criminosos atraíam pessoas com a promessa de condições vantajosas para quitar ou reorganizar dívidas, mas, na prática, levavam essas pessoas a contratar novos créditos. Ao todo, a ação também prevê o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão.

A megaoperação recebeu o nome de Operação Portabilidade Fantasma e nasceu de um trabalho conduzido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Os investigadores descobriram que as suspeitas se apresentavam como representantes de instituições financeiras para enganar consumidores. Golpes desse tipo costumam atingir pessoas que já possuem contratos em aberto e buscam alívio no orçamento.

Um dos casos apurados mostra o tamanho do prejuízo: uma vítima perdeu aproximadamente R$ 60 mil. Depois que assinou os empréstimos oferecidos pelas falsas bancárias, o valor liberado foi remetido a contas controladas pelo grupo. Enquanto isso, as parcelas continuaram registradas em nome dos clientes, que passaram a responder pela dívida.

De acordo com os investigadores, o contato era feito por meio de aplicativos de mensagens, onde as golpistas usavam dados pessoais e discursos convincentes para parecer confiáveis. Nas conversas, prometiam condições diferenciadas para refinanciar contratos que a pessoa já tinha. Esse tipo de abordagem buscava dar aparência de legitimidade ao atendimento.

A tática central era persuadir o cliente a fechar uma nova operação de crédito, com o argumento de que isso serviria para reorganizar ou diminuir o montante devido. A pessoa acreditava estar negociando melhores termos, quando na verdade assumia uma nova obrigação financeira.

Assim que as instituições financeiras liberavam os recursos, o montante seguia para contas bancárias dominadas pelo grupo criminoso. Já as vítimas permaneciam obrigadas a quitar todas as parcelas dos empréstimos firmados, sem qualquer retorno do dinheiro.

A Operação Portabilidade Fantasma mira as três mulheres apontadas como integrantes do esquema. Além dos mandados de prisão expedidos contra elas, os agentes irão cumprir cinco ordens de busca e apreensão em endereços ligados ao caso.

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a ação tem ainda o objetivo de levantar novas evidências, descobrir eventuais outros participantes e aprofundar a apuração sobre a forma de atuação do bando.

Com informações de www.ururau.com.br.

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