Gás veicular fica mais caro no Rio e em Campos, e conta residencial também pesa no bolso
Novas tabelas da Agenersa elevam o preço do GNV e da conta de gás nas áreas da CEG e da CEG Rio, com vigência a partir de 1º de novembro. É o segundo reajuste consecutivo no combustível.
["Quem abastece com GNV na área da CEG, que abrange a capital fluminense, passou a pagar 7,05% a mais pela tarifa. Já na área da CEG Rio, que engloba Campos dos Goytacazes, o acréscimo foi de 5,46%. As residências também sentem o impacto na fatura: a alta chegou a 1,94% na capital e a 1,86% em Campos, para consumos entre 8 e 23 metros cúbicos mensais.", "As novas tabelas começam a valer em 1º de novembro e constam das Deliberações 5.114 e 5.115, publicadas nesta sexta-feira (6) no Diário Oficial pela Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico (Agenersa).", "Trata-se do segundo aumento em sequência. O metro cúbico do combustível veicular subiu de R$ 3,4493 para R$ 3,6924 na área da CEG, enquanto na CEG Rio foi de R$ 3,3158 para R$ 3,4969. Em fevereiro, os preços eram de R$ 3,1246 e R$ 3,0162, respectivamente, o que equivale a elevações de 18,2% e 15,9% acumuladas em nove meses.", "No estado, há cerca de 1,7 milhão de automóveis leves convertidos ao gás e mais de 700 postos que oferecem o produto, de acordo com a Naturgy, empresa que controla as duas distribuidoras.", "Como fica o gasto doméstico", "Para as residências, o reajuste corresponde a R$ 0,2464 por metro cúbico na CEG e a R$ 0,1738 na CEG Rio, valor que vale igualmente para todas as faixas de consumo. Proporcionalmente, o peso é maior para quem usa pouco gás e para os beneficiários da tarifa social.", "Uma residência que consome 20 m³ mensais verá a conta chegar a R$ 237,78 na capital, o que representa R$ 4,93 a mais, e a R$ 176,93 em Campos, com acréscimo de R$ 3,48.", "A cobrança mínima, referente a 7 m³, sobe de R$ 68,06 para R$ 69,79 na capital, e de R$ 51,72 para R$ 52,94 em Campos.", "Já a tarifa social, limitada a 7 m³, teve aumento de 4,08% na capital e de 3,10% em Campos.", "No segmento comercial, com consumo de até 200 m³, a elevação foi de 2,60% na capital e de 2,74% em Campos.", "Em casa, a capital paga mais; no posto, Campos é quem cobra mais caro", "Na faixa residencial de 8 a 23 m³, cada metro cúbico custa R$ 12,92 na capital, valor 35,5% superior aos R$ 9,54 praticados em Campos.", "Já nos postos a situação se inverte. Em pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizada entre 25 e 31 de outubro, período anterior à nova tabela, os quatro estabelecimentos consultados em Campos vendiam o GNV pelo mesmo valor, R$ 5,39.", "Na capital, o preço médio foi de R$ 4,45 em 56 postos, sendo que o mais caro chegava a R$ 4,99. Em Macaé, abastecida pela mesma distribuidora que atende Campos, o litro saía por R$ 4,85.", "Com a gasolina comum, a diferença entre as duas cidades era bem menor: R$ 6,66 em Campos e R$ 6,51 na capital.", "A distância no GNV não tem origem na tarifa, que é mais baixa na CEG Rio. Em outubro, o valor cobrado na bomba ficava R$ 2,07 acima da tarifa da distribuidora em Campos e R$ 1,00 acima na capital.", "Reflexo nos postos de combustível", "Os postos trabalham com preços livres, mas ajustaram seus valores conforme as mudanças tarifárias ao longo de 2026, como mostram os levantamentos:", "Em fevereiro, o GNV custava R$ 4,99 em Campos e R$ 4,10 na capital. Em maio, os valores foram a R$ 5,49 e R$ 4,40. Em julho, marcaram R$ 5,27 e R$ 4,31. Em outubro, chegaram a R$ 5,39 e R$ 4,45.", "Caso o reajuste da tarifa seja integralmente repassado, o metro cúbico deve alcançar cerca de R$ 5,57 em Campos e R$ 4,69 na capital. Assim, um abastecimento de 15 m³ ficaria R$ 2,72 mais caro em Campos e R$ 3,65 mais caro na capital. A pesquisa da ANP referente aos preços de novembro ainda não foi divulgada.", "Petrobras manteve preço, mas tabela foi reajustada", "A elevação acontece no mesmo trimestre em que a Petrobras manteve estável, a partir de 1º de novembro, o valor médio do gás que vende às distribuidoras. Sem o mecanismo temporário que restringe o impacto do petróleo no cálculo, a estatal projeta um reajuste médio de 4,9%. O montante pago por cada distribuidora depende dos produtos contratados e dos volumes retirados.", "As deliberações aprovaram por unanimidade o cálculo feito pela Câmara de Política Econômica e Tarifária da Agenersa, sem apresentar as razões do reajuste. Segundo as tabelas, o custo do gás destinado a residências e comércio alcançou R$ 2,0811 por metro cúbico na CEG e R$ 2,0379 na CEG Rio. Em junho, esses valores eram de R$ 1,77056 e R$ 1,85382. O GLP canalizado permaneceu sem alteração.", "Contratos vencem em julho de 2027", "Nos últimos dois anos, as tabelas já haviam sido alteradas em janeiro e em fevereiro. Os contratos da CEG e da CEG Rio, firmados em 1997, expiram em julho de 2027. Em fevereiro deste ano, o estado optou por abrir uma nova licitação, em vez de prorrogar as concessões por 30 anos, conforme solicitava a Naturgy.", "Em setembro, o governo contratou a International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial, pelo valor fixo de R$ 14 milhões, para desenhar o novo modelo. A definição ficará a cargo do governador eleito, Douglas Ruas (PL), que assume em 6 de janeiro, pouco mais de seis meses antes do término dos contratos. Em fevereiro, o estado calculou em cerca de R$ 7,2 bilhões a indenização devida à Naturgy pelos ativos ainda não amortizados.", "A CEG, inscrita no CNPJ 33.938.119/0001-69, é uma companhia aberta com sede na Barra da Tijuca. Em 2024, encerrou o ano com 1.000.015 clientes; 54,16% de seu capital pertencem à Naturgy e 34,56% ao BNDESPar. Já a CEG Rio fechou 2025 com 92.611 clientes e 158 postos de GNV, e seu capital está dividido entre Naturgy (59,59%), Commit (37,41%) e Pluspetrol (3%)."],"categoria":"Política","regioes":["Campos dos Goytacazes","Macaé","Norte Fluminense","Brasil"],"resumo_":""}
Com informações de www.ururau.com.br.