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Polícia

Com tornozeleira, desembargador Macário Júdice deixa prisão por decisão de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou soltar o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, que passa a usar tornozeleira eletrônica. Enquanto isso, Rodrigo Bacellar seguirá para um presídio no Rio de Janeiro.

Com tornozeleira, desembargador Macário Júdice deixa prisão por decisão de Moraes
Imagem da reportagem

Nesta sexta-feira (30), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a libertação do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto. Ele é investigado por suspeita de ter vazado dados sigilosos de uma operação conduzida pela Polícia Federal (PF). Após deixar a cadeia, o magistrado passou a utilizar tornozeleira eletrônica. A informação foi publicada pelo portal Metrópoles.

A medida foi tomada no contexto de uma apuração que também atinge o deputado estadual Rodrigo Bacellar e o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira, mais conhecido como TH Joias. De acordo com a reportagem, Bacellar sairá de uma penitenciária federal e será levado para uma unidade prisional fluminense. Já TH Joias continua detido.

Conforme a investigação, Macário Júdice teria passado informações confidenciais sobre uma ação da PF voltada contra TH Joias, que é suspeito de ligações com o Comando Vermelho, organização criminosa atuante no Rio de Janeiro.

Segundo os investigadores, o desembargador teria comunicado a Rodrigo Bacellar sobre a operação. Por sua vez, o deputado estadual teria repassado o conteúdo a TH Joias, o que possibilitou que o investigado tomasse conhecimento da ação policial.

A defesa de Macário Júdice rejeita todas as acusações. A libertação determinada por Alexandre de Moraes, junto com a obrigatoriedade do monitoramento eletrônico, não significa o fim da apuração nem uma decisão final sobre as suspeitas.

Já Rodrigo Bacellar continua sob custódia e deverá ser remanejado para um estabelecimento prisional situado no estado do Rio de Janeiro. A reportagem não divulga qual unidade o receberá, tampouco a data prevista para o deslocamento.

TH Joias, indicado como alvo da operação que teria originado o suposto vazamento, permanece preso. O processo segue em andamento, e as acusações que recaem sobre o desembargador e os demais mencionados dependem ainda de avaliação da Justiça.

Com informações de www.ururau.com.br.

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