Após pleito, 107 nações já validam novo mandato de Lula; Buenos Aires e Washington seguem em silêncio
Até a sexta-feira, 30, 107 países e 11 organizações internacionais haviam reconhecido a vitória de Lula, enquanto Argentina e Estados Unidos ainda não se pronunciaram sobre a eleição.
Até esta sexta-feira, 30, já são 107 os países que reconheceram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição realizada no domingo, 25. Somam-se a eles 11 organizações internacionais e blocos regionais, que também cumprimentaram o presidente pela reeleição. Em contrapartida, a Argentina e os Estados Unidos, nações americanas e integrantes do G20, o grupo que reúne as maiores economias do planeta, ainda não emitiram qualquer posicionamento sobre o resultado do pleito brasileiro.
Entre os governos que parabenizaram Lula pelo novo mandato estão Canadá, França, Coreia do Sul, Alemanha, Itália e Japão. Também se manifestaram parceiros do Brasil no BRICS, como China, África do Sul, Índia, Rússia e Arábia Saudita.
As informações sobre as manifestações de países e blocos estão reunidas no Painel de Acompanhamento de Manifestações Internacionais sobre os Resultados Eleitorais. A ferramenta foi criada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para mapear o reconhecimento mundial das eleições de 2026 e registrar as declarações oficiais.
Até o momento, o painel ainda não contabiliza a Indonésia, que integra tanto o G20 quanto o BRICS. Mesmo assim, o líder indonésio felicitou Lula pelo Twitter, hoje chamado X.
Na América do Sul, a Argentina é o único país que não se manifestou sobre o desfecho da votação. De acordo com o jornal Clarín, o presidente argentino, Javier Milei, não fará pronunciamento oficial sobre o tema.
No caso dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou inicialmente que não gostaria de opinar sobre o assunto, mas demonstrou insatisfação com o andamento da disputa, sem apresentar provas para as acusações. "Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil; foi uma vergonha", disse o republicano antes de seguir para um comício eleitoral.
Argentina e Estados Unidos também apareceram no trajeto de saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil na terça-feira, 27. O senador foi derrotado no pleito presidencial por uma diferença superior a 4 milhões de votos. Ele deixou o país depois de ser intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes e de receber a proibição de deixar o território nacional.
Segundo informações, Flávio e a família seguiram para a Argentina, de onde embarcaram em um jato de luxo, disponibilizado pelo governo norte-americano, rumo a Miami. Ele se encontra na Flórida com autorização temporária de entrada e, de acordo com autoridades dos EUA, deve obter residência permanente futuramente.
O senador responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles trata de lavagem de dinheiro, e o outro, de pedidos de recursos financeiros feitos a Daniel Vorcaro para a produção de "Dark Horse", cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro (PL). Em 2027, Flávio perderá o mandato pela primeira vez em 24 anos e também o foro privilegiado.


Com informações de CAMPOS 24HORAS.
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