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Política

Wladimir Garotinho vê cadeira da presidência do Senado no centro da queda de braço com o STF

Em vídeo nas redes, Wladimir Garotinho (PL) defendeu a viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA e disse que a sucessão no Senado move as articulações do Judiciário e do governo Lula.

Wladimir Garotinho vê cadeira da presidência do Senado no centro da queda de braço com o STF
Imagem da reportagem

Wladimir Garotinho (PL), que foi prefeito de Campos e agora é deputado federal eleito, gravou um vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (28). Nele, respondeu a críticas por falas passadas e expôs sua leitura sobre os últimos acontecimentos que envolvem o Supremo Tribunal Federal (STF), o Palácio do Planalto e o Legislativo.

Um dos assuntos foi a ordem do ministro Alexandre de Moraes para recolher o passaporte do senador Flávio Bolsonaro. Wladimir lembrou que já havia feito outro vídeo para explicar por que a medida veio sete minutos depois de o resultado oficial da eleição ser anunciado. Também falou sobre a viagem de Flávio aos Estados Unidos.

Ao comentar a repercussão entre o público, que trouxe dúvidas e acusações de "choro de perdedor", o deputado sustentou que a saída do senador do país foi uma estratégia para preservar a liberdade dele. De fora, Flávio poderia costurar uma maioria no Senado para escolher uma nova presidência, apta a "frear abusos do STF". Conforme Wladimir, existiam planos de prender o senador e usá-lo como "moeda de troca" em negociações políticas.

O parlamentar também destacou o encontro entre o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o do Senado, Davi Alcolumbre, ocorrido dois dias depois da apuração. Na avaliação dele, a conversa selou o apoio do governo à reeleição de Alcolumbre e à formação do bloco governista no Congresso.

Wladimir citou ainda reportagem do portal Brasil 247, segundo a qual Alcolumbre aceitaria negociar uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro para ter respaldo à sua permanência no comando da Casa Alta. "Para reeleger o Alcolumbre e não abrir impeachment contra ministro do Supremo, até negociar anistia do Bolsonaro pode", criticou.

Para Garotinho, a disputa pela presidência do Senado virou o foco principal das atenções do Judiciário e do Executivo. Ele afirmou que a vitória de um nome fora do grupo de Alcolumbre e de Moraes seria uma ameaça direta ao STF, pois abriria a possibilidade de processos de impeachment contra ministros da Corte.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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