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Política

Após vitória de Lula, Élika cobra punição a quem pressiona eleitor no trabalho e critica falhas no transporte

Na Alerj, a deputada Élika Takimoto condenou ameaças de demissão motivadas por preferência política e cobrou explicações sobre a falta de ônibus no segundo turno. Ela também comemorou o desempenho de Lula no Rio.

Após vitória de Lula, Élika cobra punição a quem pressiona eleitor no trabalho e critica falhas no transporte
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Em discurso na sessão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizada nesta terça-feira (27), a deputada estadual Élika Takimoto (PT) fez duras críticas a manifestações favoráveis à dispensa de funcionários por causa de suas opções políticas. Sem mencionar nominalmente a colega Índia Armelau (PL), ela defendeu que o Legislativo fluminense não pode encarar essa prática como algo aceitável.

A fala foi feita durante a celebração da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a parlamentar, a reação surgiu depois de publicações de Índia Armelau que tratavam da relação entre patrões e empregados que manifestaram apoio ao presidente. A deputada do PL responde a uma ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que quer saber se essas declarações podem estimular a discriminação política no meio profissional.

“E agora temos parlamentares bolsonaristas, inclusive desta Casa, incentivando empresários a demitir quem fez o L. Isso é um total absurdo. A gente não pode normalizar isso aqui dentro”, afirmou Élika da tribuna.

Ao abordar o tema, a petista sustentou que divergências ideológicas não podem gerar retaliações no emprego. Ela comparou a tentativa de influenciar o voto de trabalhadores a infrações eleitorais.

“Coagir alguém a votar ou não votar é crime eleitoral. E demitir alguém que pensa diferente fere a Constituição”, disse a deputada.

Élika contou ainda que a campanha de Lula recebeu queixas de pressão sobre empregados ao longo da disputa presidencial. De acordo com ela, o Ministério Público do Trabalho teria contabilizado cerca de 2 mil reclamações de assédio eleitoral.

O discurso também abordou a situação do transporte coletivo no domingo (25), dia do segundo turno das eleições. Além de condenar o que enxerga como perseguição política no trabalho, a parlamentar questionou os problemas enfrentados nesse dia.

Conforme a deputada, a diminuição de ônibus em várias regiões dificultou que eleitores chegassem às seções de votação. Ainda segundo ela, foram registrados transtornos em pelo menos oito estados.

Élika citou especificamente São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. De acordo com sua exposição, moradores passaram longos períodos esperando nos pontos e tiveram de caminhar até as urnas.

“Quem tira ônibus da rua num domingo sabe muito bem quem vai ficar a pé”, afirmou.

A petista também cobrou explicações da Justiça Eleitoral diante das queixas. Conforme relatou na Alerj, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Cássio Nunes Marques, foi avisado dos transtornos ainda pela manhã, porém não adotou uma providência imediata.

Ela também citou uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada no fim da tarde, quando parte das seções já tinha encerrado a votação.

“Quantos brasileiros deixaram de votar enquanto o TSE esperava?”, questionou.

Na parte final, a deputada destacou o desempenho de Lula no estado. Para ela, o presidente se recuperou no segundo turno e venceu na capital fluminense com vantagem superior a 113 mil votos, segundo os números que apresentou.

Élika lembrou que o campo político ligado ao PT não obtinha uma vitória presidencial na cidade havia 12 anos. Na avaliação dela, o triunfo foi fruto da mobilização de militantes e simpatizantes nas três semanas que separaram os dois turnos.

“E o Rio respondeu: aqui na capital, onde fomos perdidos no primeiro turno, nós viramos e Lula venceu por mais de 113 mil votos”, declarou.

A parlamentar acrescentou que, no conjunto do estado, Lula saiu de cerca de 39% para quase 47% dos votos. Ao encerrar, afirmou que o resultado mostra a disputa acirrada pelo eleitorado fluminense.

“O Rio não tem dono e nós não vamos retroceder”, afirmou.

Com informações de www.ururau.com.br.

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