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Saúde

Filmando instalação de ar-condicionado, soldado vê mãe aflita, larga o andaime e reanima recém-nascido na Região dos Lagos

O soldado Julio Mattos, de 29 anos, estava de folga e gravava um serviço em um andaime quando viu um bebê de um mês engasgado. Ele desceu correndo e fez a manobra que fez a criança voltar a respirar.

Filmando instalação de ar-condicionado, soldado vê mãe aflita, larga o andaime e reanima recém-nascido na Região dos Lagos
Imagem da reportagem

Uma gravação feita por um militar que estava de folga flagrou o instante em que ele abandonou às pressas um andaime para socorrer um bebê de um mês que havia parado de respirar. O caso aconteceu em Rio das Ostras, no Norte Fluminense, e o vídeo mostra toda a correria.

O soldado do Corpo de Bombeiros Julio Mattos, de 29 anos, tinha o celular preso na altura do peito para registrar a instalação de um aparelho de ar-condicionado. Foi nessa posição que ele olhou para baixo e notou a mãe segurando a criança engasgada. A cena se passou na tarde de sexta-feira (30), no bairro Cidade Praiana.

Nas imagens, ainda no alto da estrutura, Julio questiona se o bebê está engasgado e aponta para uma unidade de saúde que ficava perto. Ao ouvir que o local estava fechado, desceu de imediato, correu até a família, tomou o bebê dos braços do pai e começou a manobra de desengasgo.

“Quando eu cheguei, a criança não estava respirando. Eu dei alguns golpes nas costas e ela voltou a respirar, começou a chorar. Mas, quando eu levantava para observar as vias aéreas, ela parava de novo”, contou Julio ao g1.

A mãe, Carlana Barreto, relatou que o bebê se engasgou durante o sono. O bombeiro esclareceu que não empregou a manobra de Heimlich, que ficou conhecida pelas compressões na barriga. Segundo ele, o engasgo de bebês exige procedimentos próprios, com tapas nas costas e, se preciso, compressões no tórax.

Com a respiração restabelecida, Julio recomendou aos pais que procurassem um médico sem demora. O bebê foi levado a um pronto-socorro e, cerca de duas horas depois, a família voltou ao local para agradecer e avisar que a criança estava bem.

“A gente se preocupa com a vida, com a pessoa que está ali, com o bebê. Mas tenta sempre manter a calma. Na hora, penso muito mais no socorro do que nas coisas em volta. Penso sempre no que precisa ser feito, no que pode acontecer e em como resolver”, relatou o soldado.

O g1 perguntou à Prefeitura de Rio das Ostras por que a Unidade de Saúde Nilson Marins, antigo Coga, estava fechada na tarde de sexta, quando os pais pediram ajuda. A reportagem também quis saber o horário de funcionamento do posto, se algum imprevisto impediu o atendimento e qual a orientação para urgências na região. Até a última atualização da matéria, não houve resposta.

Com informações de G1 Norte Fluminense.

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