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Política

Com caixa limitado e petróleo em alta, Frederico avalia reforma no primeiro escalão e aproximação com a Câmara

Mesmo com receita extra dos royalties, a Prefeitura de Campos tem pouco espaço para obras, e o prefeito Frederico Paes prepara mudanças na equipe e busca apoio entre vereadores.

Com caixa limitado e petróleo em alta, Frederico avalia reforma no primeiro escalão e aproximação com a Câmara
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Com o barril de petróleo cotado em torno de US$ 110 nas bolsas internacionais, os municípios produtores, como Campos, veem suas contas beneficiadas pelo crescimento da arrecadação de royalties. O orçamento municipal para 2027 foi estimado em aproximadamente R$ 3 bilhões. Porém, quase todo esse montante já tem destino certo, sobrando pouco para obras estruturantes, pois a maior parte vai para despesas correntes.

Essas despesas obrigatórias incluem o pagamento dos servidores, além de gastos com saúde, educação e assistência social. Para entender como a gestão pretende administrar os recursos e enfrentar temas como o transporte coletivo e o reajuste do funcionalismo, o Campos 24 Horas conversou com Ranulfo Vidigal, diretor de Indicadores Econômicos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Também foram ouvidas outras fontes da Prefeitura, que apontaram questões decisivas para que o prefeito Frederico Paes entregue resultados relevantes.

Segundo essas fontes, o Executivo concentra esforços em dois pontos: uma eventual reforma administrativa, com troca de comando em algumas pastas, e negociações com vereadores de oposição para ampliar a base de sustentação do governo na Câmara Municipal. Em pouco mais de seis meses à frente da cidade, Frederico vem mostrando habilidade política e flexibilidade para negociar. Durante a disputa presidencial, por exemplo, ele deixou sua equipe livre para escolher entre Lula e Flávio.

Para Ranulfo Vidigal, a margem para investimentos é mínima: "Do orçamento total, só resta entre 3,5%, no máximo 4%, para investimentos. O prefeito Frederico Paes deve contar com recursos de emendas orçamentárias federais que deverão ser alocadas para Campos, através do deputado Wladimir Garotinho e ainda as emendas de bancada com a participação de outros parlamentares".

Esse teto de até 4% destinado a obras em 2027 representa cerca de R$ 120 milhões. Conforme o diretor, a saída passa por recursos vindos de Brasília, tanto emendas individuais quanto emendas de bancada, com apoio de outros parlamentares além do deputado citado.

A dependência da cidade em relação ao governo federal levou o prefeito a manter posição neutra durante as eleições, avaliando que um bom diálogo institucional com a União é essencial. Logo após a divulgação da vitória de Lula, Frederico se manifestou em suas redes sociais e cumprimentou o presidente pela reeleição.

Entre as prioridades apontadas pela população está a mobilidade urbana, sobretudo o transporte público de passageiros, área que concentra o maior número de queixas. Outra pressão sobre o prefeito vem do pedido de reajuste salarial feito pelos servidores municipais, somado a outras reivindicações da categoria. Mesmo assim, o gestor segue demonstrando, nos seis meses de mandato, habilidade política e jogo de cintura.

Agora com mais liberdade para imprimir o seu próprio ritmo e formar a equipe que deseja, Frederico parte para a ação. Fontes do Campos 24 Horas no Cesec afirmam que ele pode implantar uma reforma administrativa. Nesse cenário, a partir de janeiro de 2028, os comandos de diversas secretarias poderiam mudar, e o prefeito teria dois anos para realizar entregas relevantes e obter boa avaliação de sua administração.

Na Câmara Municipal, Frederico conseguiu manter sua base de apoio e também se aproximar de vereadores de oposição, como Rogério Matoso (SD), Dandinho de Rio Preto (SD) e Marquinho Bacellar (União Brasil). A exceção é Maicon Cruz (PV), que não procurou o chefe do Executivo e deve ser, daqui em diante, o único parlamentar de oposição.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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