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Política

Canal do MTE para assédio eleitoral registra cerca de 4,3 mil queixas em apenas 72 horas

Em apenas três dias de operação, o canal do Ministério do Trabalho e Emprego para denúncias de assédio eleitoral no trabalho recebeu cerca de 4,3 mil registros. São Paulo lidera, e a pasta afirma que todos os casos estão sendo apurados.

Canal do MTE para assédio eleitoral registra cerca de 4,3 mil queixas em apenas 72 horas
Imagem da reportagem

Um canal específico criado para receber denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho já contabiliza aproximadamente 4,3 mil registros, e isso ocorreu somente nos três primeiros dias de funcionamento, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A ferramenta entrou em operação em 28 de outubro, em meio a uma onda de relatos sobre essa prática que vinham circulando na internet e chegando a órgãos responsáveis pela fiscalização.

Os dados mostram que São Paulo concentra o maior volume de ocorrências, com 1.325 casos. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 354, Minas Gerais, com 345, Paraná, com 268, e Santa Catarina, com 259.

Ao somar os números, a Região Sudeste responde por 48,5% do total de registros recebidos até agora.

De acordo com a pasta, todas as denúncias já estão em fase de apuração.

Entende-se por assédio eleitoral a situação em que um chefe ou superior hierárquico pressiona o empregado a votar, ou a deixar de votar, em determinado candidato.

Mandar embora um trabalhador por causa de sua escolha política também é enquadrado como assédio. Caso fique comprovado que o desligamento teve essa motivação, a companhia pode ser obrigada a recontratar o funcionário e a pagar indenização por danos morais.

Quem passar por esse tipo de situação no trabalho, ou apenas presenciar, pode registrar a denúncia junto ao MTE ou ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

As informações enviadas são tratadas com sigilo e repassadas às instâncias competentes para providências.

Com informações de Noticia Urbana.

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