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Política

Tribunal italiano volta a analisar pedido de extradição de Carla Zambelli nesta terça-feira

A Justiça da Itália retoma nesta terça-feira (27) a análise sobre a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil, condenada a 5 anos e 3 meses de prisão. A decisão trata apenas da verificação das exigências legais, não do mérito da condenação.

Tribunal italiano volta a analisar pedido de extradição de Carla Zambelli nesta terça-feira
Imagem da reportagem

Os juízes italianos vão decidir nesta terça-feira (27.out.2026) se concedem a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil, onde ela deve cumprir pena de 5 anos e 3 meses de prisão. A condenação se refere ao episódio em que ela perseguiu um homem e apontou uma arma para ele durante as eleições de 2022, em São Paulo.

A sessão estava inicialmente marcada para quinta-feira (29.out.2026), mas a defesa da ex-congressista alega que houve um erro de comunicação que alterou a data. Zambelli se encontra em liberdade na Itália desde maio, período em que a Corte Suprema do país anulou decisões das instâncias inferiores que eram favoráveis à extradição.

A audiência desta semana não discute o conteúdo da condenação. Os magistrados vão apenas verificar se foram cumpridas as exigências previstas na legislação italiana e nos tratados internacionais para autorizar a entrega da ex-parlamentar às autoridades brasileiras.

Em julho, a Corte de Cassação da Itália derrubou a decisão que havia autorizado a extradição. O tribunal entendeu que não havia garantias de assistência médica para a ex-parlamentar na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, unidade onde ela ficaria presa caso voltasse ao país.

Ainda em julho de 2026, a Justiça italiana invalidou a decisão anterior sobre o caso e determinou que o pedido brasileiro fosse submetido a um novo julgamento. Os magistrados afastaram a alegação da defesa de que Zambelli sofreria perseguição política, mas pediram informações adicionais sobre o estado de saúde dela e sobre as condições que encontraria no sistema prisional do Brasil.

A defesa sustenta que a ex-deputada possui problemas de saúde, entre eles fibromialgia e episódios de desmaio. As autoridades brasileiras já encaminharam os esclarecimentos complementares solicitados pela Justiça italiana, o que possibilitou marcar a nova audiência.

Em nota enviada ao Poder360, o advogado Eduardo Mauricio, que representa Zambelli, afirmou que o segundo pedido de extradição deve ser rejeitado. Ele também informou que a defesa prepara medidas para contestar as condenações proferidas no Brasil.

Segundo o advogado, a defesa na Itália é conduzida pelos advogados italianos Pieremilio Sammarco e Alessandro Samarco, em conjunto com o escritório Eduardo Maurício Advocacia. Na avaliação dele, o segundo processo deve ser negado, assim como ocorreu com o primeiro, principalmente pela falta de garantias processuais e de respeito aos direitos humanos e aos princípios fundamentais.

Eduardo Mauricio declarou ainda que está preparando duas revisões criminais e dois pedidos de exclusão da Interpol. Para ele, as duas condenações no Brasil são abusivas e ilegais, por se basearem em perseguição política e parcialidade do julgador. Segundo o advogado, os ministros Alexandre de Moraes, do STF, e Gilmar Mendes, também do STF, não analisaram as provas do processo, que, na visão da defesa, demonstram a necessidade de anulação dos dois casos e da absolvição da ex-deputada.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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