Segundo turno de 2026 define seis chefes de Executivo estaduais; conheça perfil de cada vencedor
Domingo (26) fechou a disputa por seis governos: DF, ES, AM, RN, AC e TO. A matéria traz votação e trajetória de Celina Leão, Pazolini, Omar Aziz, Cadu de Lula, Mailza Assis e Vicentinho Júnior.
As urnas do segundo turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (26), confirmaram os novos comandantes de seis unidades da federação: Distrito Federal, Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Acre e Tocantins. Veja a seguir o perfil de cada um.
No Distrito Federal, Celina Leão (PP) foi vitoriosa com 57,18% dos votos válidos, enquanto Leandro Grass (PT) somou 42,82%. Com o resultado, ela é a primeira mulher a chegar ao governo do DF por voto direto para o cargo de titular. Outras mulheres, inclusive a própria Celina, já tinham ocupado o posto, mas haviam sido eleitas vice-governadoras e herdaram a titularidade por motivos variados.
Celina Leão Hizim Ferreira, 45 anos, nasceu em Goiânia (GO) e é formada em administração. Ela desembarcou no Palácio do Buriti em 2023, como vice na chapa do então governador Ibaneis Rocha (MDB). Passou a governar em 30 de março, quando Ibaneis se afastou para concorrer ao Senado em 2026, embora quatro meses depois ele tenha anunciado que desistira da candidatura.
Antes de ser vice-governadora, Celina foi deputada federal pelo DF, também filiada ao PP, de 2019 a 2022. No período em que Jair Bolsonaro (PL) presidiu o país, ela o apoiou em várias ocasiões, entre elas a campanha de reeleição, da qual participou ativamente.
Em 2017, Celina e outros quatro deputados foram denunciados pelo Ministério Público do Distrito Federal na Operação Drácon. A ação surgiu depois de a ex-deputada Liliane Roriz tornar públicos áudios que indicariam supostas negociações de propina. Com base nessas gravações, Celina e os demais foram acusados de improbidade administrativa.
No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) levou a melhor com 52,17% dos votos válidos, contra 47,83% de Ricardo Ferraço (MDB). Lorenzo Silva de Pazolini nasceu em Vitória em 20 de maio de 1982 e tem 44 anos. É casado, pai de uma menina, bacharel em Direito e servidor público estadual. Foi prefeito da capital por dois mandatos e disputava pela primeira vez o governo capixaba.
Aos 23 anos, Pazolini passou no concurso de Auditor de Controle Externo do Tribunal de Contas estadual (TCE-ES). Em 2007, foi aprovado para delegado da Polícia Civil. Atuou inicialmente em Aracruz, no Norte capixaba, e depois passou pela Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, pela Corregedoria e pela delegacia especializada em adolescentes em conflito com a lei (Deacle). Em 2015, assumiu a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Elegeu-se deputado estadual em 2018 e, dois anos mais tarde, abriu mão da vaga para concorrer à Prefeitura de Vitória. Em 2020, venceu no segundo turno com 58,50% dos votos válidos. Na eleição de 2024, garantiu a reeleição ainda no primeiro turno, com 56,22%.
No Amazonas, Omar Aziz (PSD) foi escolhido com 61,42% dos votos válidos, e a Professora Maria do Carmo (PL) obteve 38,58%. Omar José Abdel Aziz, 68 anos, é engenheiro civil pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Nasceu em Garça, no interior paulista, mas fez toda a carreira política no Amazonas.
Seu primeiro cargo público veio em 1990, como deputado estadual na Assembleia Legislativa (Aleam). Entre 1997 e 2002, foi vice-prefeito de Manaus. Em 2002 concorreu a vice-governador na chapa de Eduardo Braga e foi reeleito em 2006.
Em 2010, Omar tornou-se governador quando Braga renunciou para disputar o Senado. Ele se reelegeu e permaneceu no posto até abril de 2014. Desde 2015 era senador pelo estado, eleito em 2014 e reeleito em 2022. Em 2018 tentou voltar ao governo amazonense, mas terminou em terceiro lugar.
Em 2021, presidiu a CPI da Pandemia. Já em 2026, foi relator da proposta que acaba com a escala 6x1.
No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) venceu com 50,77% dos votos válidos, e Allyson Bezerra (União Brasil) teve 49,23%. Carlos Eduardo Xavier, nome de batismo do vencedor, tem 48 anos e nasceu no Rio de Janeiro. É engenheiro de computação, mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e auditor fiscal estadual desde 2005.
A trajetória de Cadu se deu na administração estadual. Em 2019, no primeiro governo de Fátima Bezerra, comandou a Secretaria de Tributação. Depois, foi o primeiro titular da Secretaria de Estado da Fazenda, criada com a reorganização da estrutura tributária do estado.
De 2023 a 2025, presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Deixou a secretaria em 2026 para concorrer ao governo potiguar. Foi sua estreia em disputas eleitorais, e ele adotou na campanha o nome político Cadu de Lula, em alusão ao presidente da República.
No Acre, Mailza Assis (PP) conquistou a reeleição com 66,21% dos votos válidos, ante 33,79% de Alan Rick (Republicanos). Mailza Assis Cameli, 49 anos, nasceu em Mundo Novo (MS) e mora no Acre desde os 20. Assumiu o governo em 2 de abril, depois que Gladson Camelí (PP) deixou o posto para disputar o Senado neste ano. Tornou-se, assim, a segunda mulher a governar o estado em quatro décadas.
Sua carreira começou em Senador Guiomard, onde foi secretária municipal de Administração e depois de Assistência Social. A projeção estadual chegou em 2014, quando foi eleita primeira suplente de senador na chapa de Gladson Camelí. Com a vitória dele para o governo em 2018, ela assumiu a vaga no Senado em 2019 e ficou quatro anos. Nesse tempo, presidiu o diretório estadual do Progressistas e liderou a bancada da sigla na Casa.
Em 2022, Camelí a escolheu para compor a chapa de reeleição ao governo, e a dupla venceu com 56,75% dos votos válidos.
No Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB) foi o vencedor, com 64,52% dos votos válidos, e a Professora Dorinha (União) ficou com 35,48%. Nascido em Goiânia (GO), tem 41 anos e está no terceiro mandato seguido na Câmara dos Deputados, onde estreou em 2015.
Na política local, assumiu em 2023 a presidência do Progressistas (PP) no Tocantins, partido que deixou no início de 2026 para ingressar no PSDB. Em 2024, chefiou por quatro meses a Secretaria Extraordinária de Ações Estratégicas do estado.
Com informações de CAMPOS 24HORAS.
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