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Robótica nas escolas municipais de Campos ganha protagonismo feminino com inventoras de destaque

A mostra de robótica da rede municipal de Campos dos Goytacazes apresenta projetos inspirados em cientistas e inventoras, com foco em segurança, mobilidade e sustentabilidade. O evento segue até sábado (24), no Jardim São Benedito.

Robótica nas escolas municipais de Campos ganha protagonismo feminino com inventoras de destaque
Imagem da reportagem

A tecnologia passa a ter um significado mais amplo quando deixa de ser somente um instrumento e começa a oferecer respostas para dificuldades presentes no dia a dia. Esse é o espírito da III Mostra de Robótica das Escolas Municipais, organizada pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), através da Gerência de Tecnologias Educacionais, que pertence à Diretoria de Programas e Projetos (DPP). O evento faz parte da XIII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de Campos (SNCT) e reúne 40 unidades de ensino, 65 Professores Orientadores de Tecnologias Educacionais (POTEs), 40 docentes regentes e mais de 147 alunos. A programação acontece no Jardim São Benedito e vai até sábado (24).

Sob o lema “Robótica por Elas: tecnologia que empodera, transforma e protege”, os alunos expõem trabalhos que unem programação, automação e imaginação para lidar com questões ligadas à segurança, à locomoção nas cidades, à preservação ambiental e à educação. Além disso, a mostra valoriza a história de mulheres que contribuíram para o avanço da ciência e da tecnologia, como Katherine Johnson, Mary Anderson, Hedy Lamarr, Marie Curie e Marie Van Brittan Brown.

Segundo a gerente de Tecnologias Educacionais, Luciane Morais, dar destaque a essas personalidades na exposição contribui para que os estudantes reconheçam com mais clareza quem tem capacidade de gerar saber e novidades. Ela lembrou que cientistas e pesquisadoras têm papel essencial na construção da ciência e da inovação ao redor do planeta. “As mulheres cientistas e pesquisadoras têm uma contribuição fundamental para a construção da ciência e da inovação em todo o mundo. Conhecer essas trajetórias é uma forma de mostrar aos nossos estudantes que a ciência também foi e continua sendo construída por mulheres. Na robótica, essa representatividade é ainda mais importante para inspirar novas gerações a criar, pesquisar e transformar a realidade”, afirmou.

Um dos projetos inspirados em Marie Van Brittan Brown é o “Ponto Inteligente: Robótica a Serviço de Mobilidade Urbana”, criado na Escola Municipal Olga Linhares Correa. A iniciativa alia mobilidade e segurança com a automatização de uma porta que se abre quando o ônibus chega a um ponto e se fecha depois que o veículo parte. Segundo a professora orientadora de Tecnologias Educacionais Heloisa Gomes Chagas, coordenadora do trabalho, a ideia nasceu da trajetória da inventora. “Nosso projeto foi inspirado em Marie Van Brittan Brown, que é uma enfermeira americana, que, ao se sentir insegura na sua própria cidade, quando seu esposo viajava a trabalho, resolveu criar um sistema de segurança residencial”, explicou.

De acordo com Heloisa, o grupo também acrescentou uma mensagem sobre a proteção das mulheres em espaços públicos. “Nós pensamos nisso como uma segurança também na mobilidade urbana e também envolvemos a questão da mulher na ciência, que é um mérito a mais da inventora. Colocamos também um vídeo passando como se fosse um ponto para a conscientização da comunidade, das pessoas que passarem por esse ponto, sobre a importância das mulheres se sentirem seguras nos espaços urbanos ou em qualquer espaço”, relatou.

Já na Escola Municipal Rotary I, a história da inventora serviu de base para o projeto “Casa Segura, Tecnologia que Protege”. A iniciativa recria funções do sistema de segurança desenvolvido por Marie Van Brittan Brown em 1966 e conta com câmera, monitoramento, trava elétrica, comunicação por alto-falante e botão de pânico. Na professora Edilaine Nascimento, coordenadora da proposta, o invento mostra que os recursos atuais têm origem antiga. “Este é um sistema que hoje a gente utiliza, mas a tecnologia veio de 1966 para ajudar as pessoas. E de lá veio essa inspiração também para a nossa segurança residencial dos dias de hoje”, destacou.

Para Edilaine, apresentar essa criação aos alunos permite que percebam que soluções tecnológicas de hoje podem ter nascido de ideias surgidas décadas antes. No modelo exibido na mostra, ao ser acionado, o botão de pânico dispara uma sirene, e as câmeras enviam imagens para um televisor instalado no quarto. Além disso, um sistema de comunicação possibilita o contato com quem está do lado de fora.

Além dessas duas iniciativas, a III Mostra de Robótica também reúne trabalhos sobre estufas inteligentes, residências automatizadas, mobilidade urbana, prevenção de incêndios, sustentabilidade e proteção no ambiente escolar. Os projetos aproximam os estudantes da pesquisa científica e dão espaço para que meninas e meninos criem suas próprias soluções.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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