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Cultura

Pico da Caledônia abriga pequenino pingo-de-ouro, anfíbio ameaçado e indicador de natureza preservada

Em Nova Friburgo, o projeto Aventura Animal registrou um pingo-de-ouro no Pico da Caledônia. A espécie ameaçada é considerada um indicador da qualidade ambiental.

Pico da Caledônia abriga pequenino pingo-de-ouro, anfíbio ameaçado e indicador de natureza preservada
Imagem da reportagem

Um achado incomum movimentou Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro: exemplares do sapinho pingo-de-ouro (Brachycephalus ephippium) foram localizados no Pico da Caledônia, no município serrano.

A espécie, marcada pelo corpo minúsculo e pelas cores chamativas, figura na lista das ameaçadas de extinção e está entre as mais peculiares da fauna da Mata Atlântica. Medindo entre 12 milímetros e um centímetro, o bichinho é menor do que uma moeda de R$ 1 e é apontado como o menor anfíbio terrestre do planeta.

Mesmo sendo tão pequeno, o pingo-de-ouro desempenha função relevante para o equilíbrio dos ecossistemas. De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a presença da espécie costuma estar ligada a ambientes bem conservados, razão pela qual ela serve como indicador da qualidade ambiental.

Nativo da Mata Atlântica, o animal habita áreas situadas acima de 600 metros de altitude. O Pico da Caledônia, local do registro, é um dos pontos mais elevados do estado do Rio de Janeiro, alcançando 2.257 metros.

A observação foi realizada pelo projeto Aventura Animal. Conforme os pesquisadores envolvidos, o episódio evidencia a necessidade de proteger as áreas naturais, já que espécies raras como o pingo-de-ouro são particularmente vulneráveis às alterações no meio ambiente.

Com informações de G1 Norte Fluminense.

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