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Polícia

Mulher que teria envenenado o companheiro segue presa sem prazo definido após crime brutal em Nova Iguaçu

A Justiça transformou em preventiva a prisão em flagrante de Esther Pestana Cabral, suspeita de envenenar e esquartejar o marido, Edmilson Batista Vila Verde. Ela confessou o crime à polícia.

Esther Pestana Cabral, apontada como responsável por envenenar, decapitar e esquartejar o marido, Edmilson Batista Vila Verde, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça nesta quinta-feira. Nessa modalidade, a detenção não tem data para terminar. Ela havia sido detida em flagrante na terça-feira anterior e, conforme policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), admitiu ter cometido o crime.

Durante a audiência de custódia, o Núcleo de Atuação perante a Central de Audiência de Custódia (Nacac), vinculado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), também identificou a ocorrência de furto qualificado, em razão do uso do cartão bancário de Edmilson. Os promotores ressaltaram a violência extrema empregada no caso e defenderam que a custódia era necessária para assegurar a ordem pública e proteger familiares e testemunhas.

De acordo com o MPRJ, ao determinar a preventiva, o juízo levou em conta a gravidade concreta do delito e a periculosidade de Esther, aspectos demonstrados pela premeditação. Segundo a acusação, o veneno foi misturado à comida da vítima, e em seguida o corpo foi esquartejado e decapitado com faca, canivete e uma serra elétrica portátil.

O caso veio à tona quando a polícia foi chamada à residência do casal, no bairro de Austin, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, depois que o filho de Edmilson localizou partes do corpo dele. Ao chegarem ao imóvel, agentes da DHBF encontraram o tronco da vítima e uma nota fiscal referente às luvas utilizadas na decapitação e no esquartejamento, documento que permitiu descobrir a loja onde o produto havia sido adquirido.

Na farmácia indicada pela nota, os policiais confirmaram que a compradora das luvas era Esther. Ainda conforme os investigadores, durante uma diligência, equipes localizaram a cabeça e os membros de Edmilson dentro do carro dele, estacionado a aproximadamente 500 metros da casa do casal.

Levada à DHBF com testemunhas, Esther negou de início qualquer participação no assassinato, segundo a polícia. Contudo, depois que os agentes confrontaram sua versão com as provas reunidas, ela acabou admitindo a morte, que aconteceu em 16 de outubro deste ano.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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