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Polícia

Clínica de estética no Rio é lacrada após investigação sobre mortes de pacientes em cirurgias

Agentes da Decon fecharam o centro cirúrgico de uma clínica em Laranjeiras, na Zona Sul carioca, suspeita de ligação com três óbitos. Estudantes de pós-graduação e medicamentos vencidos estão no centro das apurações.

Clínica de estética no Rio é lacrada após investigação sobre mortes de pacientes em cirurgias
Imagem da reportagem

Nesta quarta-feira (21), a Polícia Civil foi até a Clínica Celita Toledo, situada no bairro de Laranjeiras, Zona Sul do Rio de Janeiro. O estabelecimento está sob investigação depois que três pacientes morreram em decorrência de intervenções cirúrgicas realizadas ali. Na ação, o centro cirúrgico ficou interditado e foram localizados e recolhidos remédios com prazo de validade expirado.

A diligência ficou a cargo da Delegacia do Consumidor (Decon), cujos agentes partiram para executar quatro mandados de busca e apreensão direcionados aos responsáveis pelo local. Representantes da Vigilância Sanitária e do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) igualmente acompanharam os trabalhos.

Conforme apurado pelas autoridades, há 32 inquéritos instaurados para averiguar queixas relacionadas à clínica. Apesar das reclamações já existentes, estavam marcadas 15 operações plásticas para o mesmo dia. Todas foram canceladas, e os policiais orientaram os pacientes a pedir de volta o dinheiro já desembolsado.

Três óbitos e relatos de sequelas

De acordo com os investigadores da Polícia Civil, três pessoas faleceram após se submeterem a cirurgias no local. Uma delas perdeu a vida durante um procedimento abdominal, após registrar diversas paradas cardíacas.

Outra paciente ficou hospitalizada por dois meses por causa de complicações pós-operatórias e acabou falecendo em razão de uma infecção generalizada.

Para além das mortes, 24 mulheres afirmaram ter enfrentado transtornos após intervenções estéticas feitas na clínica. Entre as reclamações aparecem necrose, perda de tecido, cicatrizes e deformidades físicas permanentes.

Estudantes teriam operado sem fiscalização

A Delegacia do Consumidor identificou indícios de que alunos de pós-graduação em cirurgia plástica executavam procedimentos sem a devida supervisão médica, além de fazê-lo sem que os pacientes soubessem ou autorizassem.

O delegado Wellington Vieira declarou que a Polícia Civil investiga um possível emprego irregular da força de trabalho dos estudantes pela empresa.

“Uma utilização indevida dessa força de trabalho pela empresa. Isso está sendo também investigado. São alunos de curso de pós-graduação, especialização de cirurgia plástica, atuando aqui indevidamente”, declarou.

O delegado também mencionou o episódio de uma paciente que faleceu num procedimento em que o anestesista seria um médico residente, sem a presença de um profissional supervisor.

“Por exemplo, uma pessoa que morreu aqui, o anestesista era médico residente. Isso é completamente proibido pelo Conselho Federal de Medicina, pois ele estava atuando sem o preceptor, sem um médico supervisor”, acrescentou.

A apuração pretende esclarecer as causas dos óbitos, o funcionamento da clínica e quem poderia ser responsabilizado pelo ocorrido.

Com informações de www.ururau.com.br.

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