Após debate na Band, equipe de Flávio pede ao TSE investigação sobre buscas no Google ligadas ao Exército do Lula
A campanha do senador fluminense pediu nova intervenção do TSE contra o canal de WhatsApp de André Janones, a cinco dias do segundo turno, e cobra explicações de Google, X e Meta.
Mais uma vez, a equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato derrotado no primeiro turno da disputa presidencial, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha acusa o canal Exército do Lula, criado no WhatsApp pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), de manipular pesquisas feitas na internet. Segundo a petição protocolada nesta terça-feira (20), participantes do grupo teriam incentivado simpatizantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a buscar no Google a expressão “Bolsonaro mandou matar Lula” e a dar impulso a hashtags na plataforma X.
Os advogados também querem que a Meta, proprietária do WhatsApp, esclareça por que o aplicativo não detectou sinais de atuação coordenada dentro do grupo. O documento foi dirigido ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, faltando cinco dias para o segundo turno, que acontece no domingo (25).
Na avaliação da defesa do senador, a intenção seria afetar os resultados das buscas e aumentar de forma artificial a propagação de conteúdos desfavoráveis ao candidato. Os representantes também destacam que, após o debate entre os dois concorrentes, realizado pela Band no domingo (18), cresceram as pesquisas por termos negativos associados a Flávio.
Para a campanha, essa movimentação é fruto de uma tática de amplificação artificial de publicações. Antes, o WhatsApp havia afirmado que não encontrou indícios de comportamento coordenado no canal. A equipe de Flávio discorda dessa conclusão e solicita novas providências.
O Exército do Lula é usado por Janones para reunir eleitores do presidente nas redes sociais. O canal tem mais de 6 milhões de seguidores no aplicativo, ao passo que o Tropa do Flávio, vinculado à campanha do senador, soma aproximadamente 2 milhões.
A atuação do grupo começou a ser questionada na Justiça Eleitoral em 11 de outubro, data em que a campanha de Flávio solicitou medidas contra ele. No mesmo domingo, Nunes Marques decretou a suspensão do Exército do Lula. Posteriormente, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, autorizou novamente o funcionamento do canal.
Na terça-feira (13), o presidente do TSE voltou a retirar o canal do ar. A campanha de Lula já tinha registrado o endereço na Justiça Eleitoral, porém Nunes Marques considerou que esse registro, isoladamente, não permitia a retomada imediata de todas as atividades, e estabeleceu um período de carência de 48 horas.
Na sexta-feira (16), o TSE aprovou normas para canais de mensagens vinculados às campanhas, sob relatoria do ministro André Mendonça. O texto estabelece parâmetros para identificar a ligação, entre eles o uso de verbas da campanha, apoio material ou de pessoas, divulgação em perfis oficiais e atuação concertada.
De acordo com as regras novas, o apoio voluntário de internautas ou grupos a um candidato não estabelece, por si só, uma ligação automática entre o canal e a campanha. Os canais que forem considerados associados a campanhas precisam ser informados à Justiça Eleitoral para inscrição.
Na petição recente, a defesa de Flávio solicita que Google, X e Meta detalhem as providências tomadas diante das suspeitas. Em relação à Meta, a campanha pede que o tribunal estabeleça um prazo de 6 horas para a resposta. O questionamento é se as diretrizes da plataforma admitem ordens de engajamento sincronizado, comentários em massa e textos prontos redigidos em primeira pessoa que ocultam a procedência da propaganda.
Com informações de www.ururau.com.br.
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