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Gestora de Belford Roxo entra em Gericinó como advogada para ver Canella e Polícia Penal abre apuração

Mariana Malta, prefeita de Belford Roxo, esteve no domingo (18) com Márcio Canella, preso em Gericinó, ao se apresentar como advogada. A Polícia Penal investiga como ocorreu a entrada.

Gestora de Belford Roxo entra em Gericinó como advogada para ver Canella e Polícia Penal abre apuração
Imagem da reportagem

No domingo (18), Mariana Malta (União Brasil), que comanda a prefeitura de Belford Roxo, foi até o Complexo Penitenciário de Gericinó, no bairro de Bangu, Zona Oeste do Rio, para ver Márcio Canella. Ele é ex-prefeito do município e foi eleito deputado estadual. De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), ela conseguiu passar pela porta do presídio porque se identificou como advogada.

Canella permanece detido desde 15 de outubro, data em que a Polícia Federal (PF) executou a oitava fase da Operação Unha e Carne. A Seppen relatou que, logo que descobriu que a visitante era a prefeita, avisou sobre o ingresso dela a PF, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A Corregedoria da pasta abriu um procedimento de apuração, ainda sem conclusão, com o objetivo de esclarecer em que condições a visita aconteceu.

Mariana Malta também é chamada de Mariana Canella. Durante sete anos, ela atuou como assessora de Canella na Assembleia Legislativa fluminense (Alerj). Em 2024, foi eleita vice-prefeita na chapa liderada por ele, para o período de 2025 a 2028.

Ela passou a chefiar o Executivo em abril deste ano, quando Canella se afastou do posto para tentar uma cadeira no Senado pelo União Brasil. Em agosto, ele abriu mão do Senado e disputou uma vaga na Alerj, conquistada nas urnas.

Na ação de 15 de outubro, Canella foi detido junto com o delegado Marcus Amim, que já foi secretário estadual de Polícia Civil, e mais quatro policiais civis. Os dois já tinham sido alvos da PF na sexta fase da operação, em julho.

O inquérito investiga suposta lavagem de dinheiro ligada a uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana fluminense. O grupo teria movimentado R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos. As prisões preventivas foram ordenadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Em nota, a Seppen afirmou que Mariana entrou no domingo (18) como advogada, depois de apresentar comprovação. Segundo a secretaria, ao perceber que era a prefeita, ela comunicou de imediato o episódio à PF, ao STF e à OAB, e a Corregedoria segue com o procedimento para apurar o caso.

Com informações de www.ururau.com.br.

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