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Política

Ministros do TSE estão divididos sobre restringir grupos de WhatsApp em véspera de votação

Corte eleitoral discute ampliar restrições a canais de WhatsApp no período de dois dias antes do segundo turno, e a proposta já provoca embate interno entre os integrantes do tribunal.

Ministros do TSE estão divididos sobre restringir grupos de WhatsApp em véspera de votação
Imagem da reportagem

Dentro do Tribunal Superior Eleitoral, os ministros não chegaram a um consenso sobre a hipótese de endurecer a fiscalização de canais do WhatsApp durante as 48 horas que precedem o segundo turno deste ano.

O tema foi levado à mesa pelo menos duas vezes na semana passada. A conversa mais recente ocorreu rapidamente nesta terça-feira (20), na sala reservada aos magistrados do Tribunal.

Um grupo de integrantes da Corte, que se opõe a qualquer avanço nessa discussão, credita aos ministros André Mendonça e Nunes Marques o papel de principais impulsionadores da investida contra os canais da plataforma de mensagens.

O presidente do TSE rejeita essa interpretação. Segundo pessoas próximas a ele, o ministro não é favorável a mudar resoluções em cima da hora, afirmação que ele reforça ao dizer que não convocou encontros sobre o assunto e que não tem intenção de fazê-lo.

Já a Folha de S.Paulo afirma que André Mendonça, vice-presidente da Corte, redigiu uma minuta de resolução prevendo a derrubada de todos os canais de WhatsApp com mais de 200 mil participantes nas 48 horas antes da votação.

Se o plenário do tribunal aprovar a medida, o efeito recairia sobre o canal Exército do Lula, idealizado pelo deputado federal André Janones (PT-MG) e que reúne mais de 7 milhões de inscritos. Esse espaço vem sendo contestado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nesta quarta-feira, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu à possibilidade de modificar regras que orientam o pleito a poucos dias do segundo turno. Os aliados do petista afirmaram que adotarão as providências cabíveis se a mudança for efetivada.

Por meio de nota, o gabinete de Mendonça afirmou que a questão foi debatida em duas reuniões, informação apurada pela CNN, e que ficou combinado que o ministro prepararia um texto a ser analisado e votado por todos os integrantes da Corte.

Segundo o mesmo comunicado, compete ao vice-presidente do TSE elaborar os atos normativos que serão examinados pelo colegiado, e a minuta não representa um movimento isolado do ministro. "A necessidade de sua elaboração parte de um entendimento construído em conjunto, o texto ainda está em discussão interna, e qualquer versão final depende de deliberação colegiada do Tribunal", diz a nota.

A equipe do magistrado também explicou que a finalidade debatida é resguardar a lisura da disputa nos momentos imediatamente anteriores e posteriores à votação, período em que, de acordo com o gabinete, não existe prazo suficiente para responder ou corrigir conteúdos ilegais. "O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos", informou o gabinete.

Ainda segundo a mesma manifestação, os parâmetros em estudo são objetivos e impessoais, aplicando-se de maneira igual a todos os canais de cunho político-eleitoral com grande alcance, independentemente do candidato, da legenda ou da linha ideológica. "Os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política", diz a nota.

A reportagem original foi publicada pela CNN.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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