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Política

Após decisão de Zanin, urnas com votação prolongada computam cerca de 5 mil sufrágios no segundo turno

Levantamento do programador Apolinário Passos aponta que aparelhos com expediente estendido por determinação do ministro do STF registraram pouco mais de 5 mil votos. Flávio Bolsonaro reagiu e admite recorrer.

Após decisão de Zanin, urnas com votação prolongada computam cerca de 5 mil sufrágios no segundo turno
Imagem da reportagem

Um levantamento feito pelo programador Apolinário Passos, com base em números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que as urnas que seguiram recebendo eleitores depois do fim do expediente normal, no segundo turno da disputa presidencial realizado neste domingo, 25, somaram pouco mais de 5 mil votos. O prolongamento do horário foi ordenado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin.

De acordo com a análise, o aumento de tempo de votação alcançou 7.352 equipamentos, o que corresponde a 1,48% do total de 497.882 urnas empregadas no pleito. Nesses aparelhos, contabilizaram-se 5.052 sufrágios após as 17h, cifra que equivale a 0,004% dos votos válidos. Passos também publicou o código utilizado na checagem na plataforma GitHub.

A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi de 4,4 milhões de votos. Ainda assim, a extensão do horário foi o principal ponto de atrito após a apuração, com reações imediatas do lado derrotado.

Na noite de domingo, Flávio qualificou o desfecho como uma “sacanagem” e disse ser “impossível” admitir a derrota por causa da prorrogação decretada por Zanin. O candidato do PL também deixou no ar a possibilidade de contestar o resultado perante a Justiça.

“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável”, declarou Flávio. “Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, e ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo.”

O senador também questionou o fato de a determinação ter vindo de um membro do Supremo, e não da Justiça Eleitoral. Segundo ele, às 17h01 o ministro Zanin, que não integra o TSE, passou por cima da Justiça especializada ao estender por duas horas a votação. “Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, afirmou.

Fonte original do conteúdo: Revista Oeste.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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