Mapa do segundo turno: Flávio lidera a maioria dos estados, e Minas muda de lado
Flávio Bolsonaro levou a maior parte das unidades da federação, mas Lula foi o vencedor nacional com 51,79% dos votos válidos. Minas Gerais foi o único estado que trocou de lado entre os turnos.
Os números do Tribunal Superior Eleitoral, com todas as seções já totalizadas, mostram que o petista ficou com a vitória em 13 unidades da federação neste domingo (25), data do segundo turno da eleição presidencial. Lula conquistou os nove estados nordestinos e também Amazonas, Amapá, Pará e Minas Gerais. Já Flávio Bolsonaro (PL) saiu vencedor em outros 13 estados, além do Distrito Federal.
No cômputo geral do país, Lula somou 64.256.232 votos, o que representa 51,79% dos válidos. O senador ficou com 59.826.041 votos, ou 48,21%. Com isso, a vantagem do presidente foi de 4.430.191 votos, valor superior ao dobro da margem obtida em 2022, quando ele superou Jair Bolsonaro por 2.139.645 votos.
Minas Gerais foi o único território do país que mudou de vencedor entre uma etapa e outra. O estado tinha colocado Flávio em primeiro lugar no dia 4 de outubro, mas acabou a disputa com triunfo apertado do presidente.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro tinha somado 48,24% dos votos válidos em Minas, ao passo que Lula chegou a 43,33%. Na votação decisiva, a situação se inverteu: o petista alcançou 50,43%, enquanto o senador ficou com 49,57%. A distância de 109.313 votos foi a menor, em termos percentuais, entre os dois candidatos em todas as 27 unidades federativas.
Nos outros estados e no Distrito Federal, quem estava à frente ao fim da primeira rodada conseguiu preservar a liderança no pleito final.
A virada mineira faz parte de uma recuperação mais ampla de Lula. Ele ampliou sua vantagem sobre Flávio em todas as unidades da federação e também entre os eleitores brasileiros que votaram no exterior.
Em termos absolutos, o maior avanço foi registrado em São Paulo. Lá, Flávio manteve a vitória, com 53,85% dos votos válidos, porém sua margem encolheu em 1.396.706 votos na comparação com a primeira etapa.
Logo atrás vêm Minas Gerais, com alteração de 697.925 votos no saldo entre os concorrentes, o Rio de Janeiro, com 670.183, e a Bahia, com 654.311.
O Nordeste foi a região que mais contribuiu para a folga de Lula no total nacional. O presidente venceu em todos os nove estados nordestinos e obteve 69,37% dos votos válidos, o que lhe deu uma diferença de 13.653.696 votos em relação a Flávio Bolsonaro.
Essa margem regional equivale a cerca de três vezes a diferença registrada na soma nacional entre os dois postulantes.
O Piauí foi onde o petista atingiu a maior fatia proporcional do país, com 75,88% dos votos válidos. Na sequência estão Bahia, com 71,31%, e Maranhão, com 69,54%, fechando o trio de melhores desempenhos de Lula.
Medido em números absolutos, o ganho mais expressivo de Lula veio da Bahia, que lhe rendeu 3.876.497 votos de vantagem sobre Flávio.
Já o senador teve seu melhor índice em Roraima, com 72,46% dos votos válidos. Logo depois aparecem Rondônia, com 69,61%, e Santa Catarina, com 69,42%.
O Sul foi a região em que Flávio apresentou o maior rendimento proporcional, com 62,58% dos votos válidos e uma diferença de 4.576.523 votos.
O candidato do PL também levou o Centro-Oeste, com 60,01%, e o Sudeste, com 52,76%.
Na região Norte, a disputa ficou praticamente empatada. Lula fechou com 50,01% dos votos válidos e uma margem de apenas 1.079 votos sobre o adversário.
A alteração foi significativa quando comparada ao primeiro turno, período em que o senador tinha vencido na região por 458.835 votos.
Entre as menores diferenças absolutas do país, o Amapá garantiu a Lula uma vantagem de 24.294 votos. Já no Tocantins, Flávio venceu por 24.954 votos.
No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro encerrou o segundo turno com 53,10% dos votos válidos, ante 46,90% de Lula. A diferença foi de 603.640 votos.
Mesmo mantendo a dianteira no estado onde foi eleito senador, Flávio viu sua folga cair mais da metade. No primeiro turno, a diferença tinha sido de 1.273.823 votos.
Na capital fluminense, porém, o quadro foi outro, com vitória de Lula. O presidente obteve 1.898.391 votos, equivalentes a 51,54% dos válidos, enquanto Flávio teve 1.785.198 votos (48,46%).
Na prática, a cidade do Rio virou para o lado do petista. Na primeira etapa, o senador tinha liderado na capital com 47,88% dos votos válidos.
Em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, Flávio assegurou a vitória com 57,91% dos votos válidos, contra 42,09% de Lula.
Apesar de o senador ter mantido o triunfo no município, a distância entre eles caiu de 69.754 votos, no primeiro turno, para 43.543 na etapa final.
Esses dados indicam que o desempenho do estado não se repetiu por completo na capital e que, inclusive nas cidades onde Flávio segurou a liderança, Lula reduziu o espaço que o separava dele em relação ao pleito de 4 de outubro.
No exterior, a votação dos brasileiros também teve vencedor do PT. Lula somou 200.154 votos, ou 53,86% dos válidos.
Flávio Bolsonaro obteve 171.497 votos, o equivalente a 46,14%.
Com esse resultado, o desenho final da eleição presidencial de 2026 ficou assim: Lula venceu em 13 estados, enquanto Flávio levou outros 13 estados e o Distrito Federal. Minas Gerais foi a única unidade federativa que mudou de vencedor entre os dois turnos.


Com informações de www.ururau.com.br.
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