☁️ Campos dos Goytacazes 23°C
◎
Saúde

Alerta da agência climática da ONU: fenômeno pode bater recorde em quatro décadas

A chefe da Organização Meteorológica Mundial avalia que o El Niño pode alcançar intensidade inédita nos últimos 40 anos. Relatório da ONU também aponta aquecimento global acima das projeções anteriores.

Alerta da agência climática da ONU: fenômeno pode bater recorde em quatro décadas
Imagem da reportagem

Um fenômeno com força jamais registrada e capaz de superar tudo o que foi medido nas últimas quatro décadas pode estar a caminho. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (21) por Celeste Saulo, que dirige a agência meteorológica ligada às Nações Unidas.

Segundo ela, o El Niño tende a provocar calor intenso em determinadas áreas do planeta e a desorganizar o regime de chuvas, o que pode resultar em secas severas. Em contrapartida, outras localidades podem enfrentar enchentes, de acordo com a secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial.

Um novo relatório divulgado pela ONU nesta quarta-feira indica que o aquecimento do planeta deve superar as previsões feitas anteriormente, inclusive no cenário mais favorável. Pelas estimativas, a temperatura média global chegaria a algo entre 1,7 e 1,8 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais em meados do século.

Mesmo com a expansão acelerada das fontes de energia renovável e com medidas climáticas que vêm diminuindo as emissões em diversos países, o documento afirma que são indispensáveis cortes “urgentes e rigorosos” para se chegar ao melhor cenário possível.

O estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) afirma que, para atingir o objetivo, as emissões de gases de efeito estufa teriam de recuar 18% em comparação com 2025 até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040. Hoje, porém, os planos nacionais levariam a quedas de apenas 5% a 8% até 2030 e de 11% a 15% até 2035.

Pelo relatório, se as políticas atuais forem mantidas, o planeta registraria uma elevação de 2,8 graus Celsius até 2100. Caso os países cumpram por completo os compromissos já assumidos, o aumento seria de 2,6 °C. Ambos os números ficam acima das projeções do ano passado, o que reflete a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris e a revisão das emissões históricas.

Às vésperas da próxima rodada de negociações do clima, a COP31, que acontecerá na Turquia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que não se pode abandonar a luta para reduzir as emissões responsáveis por enchentes, incêndios e outros desastres naturais.

“Ultrapassar a meta não significa desistir. Ainda podemos manter esse aumento o menor e mais curto possível – e fazer com que as temperaturas voltem a ficar abaixo de 1,5 grau até o final do século”, disse ele.

O Acordo de Paris, firmado em 2015, estabeleceu que as nações buscariam conter a alta média da temperatura bem abaixo de 2 graus e, de preferência, em 1,5°C.

Como manter o aquecimento em 1,5°C, sem ultrapassar esse limite ou com uma ultrapassagem restrita, já não é visto como algo viável, o Pnuma afirmou que seu novo cenário de ultrapassagem, classificado como “mais baixo possível”, dá cerca de 50% de chance de que as temperaturas retornem a 1,5°C ou menos até 2100.

O documento também aponta que os planos climáticos apresentados desde o ano passado quase não modificaram as projeções de aquecimento futuro. Além disso, o retorno à marca de 1,5°C dependeria da remoção de carbono em larga escala, algo cuja viabilidade ainda é incerta.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

Gostou da matéria? Compartilhe: WhatsApp Facebook X
O que você achou desta notícia?

Leia também

Banner rodapé - exemplo Publicidade
⌁
COMÉRCIO LOCAL - DESTAQUE SUA MARCA Espaço disponível para anunciantes
Quero anunciar →
WhatsApp