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Saúde

Fiocruz acende sinal amarelo no Rio: internações por vírus respiratórios crescem e preocupam

Boletim do InfoGripe divulgado em 22 de maio coloca a capital fluminense entre cinco capitais com atividade elevada de SRAG e tendência de alta em seis semanas. Metapneumovírus puxa o aumento no estado.

Fiocruz acende sinal amarelo no Rio: internações por vírus respiratórios crescem e preocupam
Imagem da reportagem

A cidade do Rio de Janeiro integra o grupo de cinco capitais do país em que a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) está em nível de alerta e com curva ascendente ao longo das últimas seis semanas. Os dados constam no boletim do InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (22).

No município, a alta das ocorrências graves aparece sobretudo entre bebês e crianças com menos de 2 anos, além de adolescentes e de adultos entre 15 e 64 anos. O estudo também identifica avanço das internações por SRAG ligadas ao metapneumovírus em todo o estado fluminense.

Olhando o país como um todo, o metapneumovírus vem ganhando espaço nos casos graves principalmente em estados do Centro-Sul, Rio incluído, e do Nordeste. O acompanhamento ainda registra ligeira elevação de casos graves relacionados ao rinovírus e à Covid-19.

Mesmo com esses sinais, a incidência de SRAG causada pela Covid-19 segue muito baixa no Rio de Janeiro e em São Paulo. Já o Mato Grosso mostra indícios de crescimento de casos graves da doença.

Além da capital fluminense, fazem parte do grupo Aracaju (SE), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB) e Palmas (TO). Todas tiveram, nas duas últimas semanas, atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de alta no longo prazo, que considera seis semanas.

A faixa de idade mais afetada muda conforme a cidade. Em Aracaju e Cuiabá, o aumento é maior entre crianças pequenas; em Palmas, concentra-se em quem tem de 5 a 14 anos; e em João Pessoa, predomina entre pessoas de 50 a 64 anos.

Outras quatro capitais, Belém (PA), Brasília (DF), Florianópolis (SC) e Rio Branco (AC), também têm incidência em alerta, risco ou alto risco. Nelas, contudo, não se observa tendência de alta a longo prazo.

Os pesquisadores da Fiocruz recomendam que os grupos prioritários conferiram se a vacina contra a covid-19 está em dia. Para gestantes, é essencial ainda receber a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

A SRAG é um quadro em que os sintomas respiratórios se agravam e podem demandar internação. Entre as causas possíveis estão infecções por influenza, coronavírus, vírus sincicial respiratório, rinovírus e metapneumovírus.

No sábado passado (17), Dia Nacional da Vacinação, a Fiocruz recebeu milhares de visitantes, adultos e crianças, que foram se imunizar contra várias doenças em uma festa em defesa da vacinação. No campus de Manguinhos, no Rio, passaram mais de 5,3 mil pessoas, e foram aplicadas mais de 1,2 mil doses.

Além da vacinação, o público acompanhou ações de promoção da saúde, divulgação científica, popularização da ciência e enfrentamento da desinformação e do negacionismo.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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