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Exportadores brasileiros ganham vantagem na Noruega com início de tarifa zero para itens como roupas e chocolates

Tratado de livre comércio entre Mercosul e EFTA passa a valer para as trocas entre Brasil e Noruega a partir deste domingo (1º), com isenção de impostos para diversos produtos nacionais.

Exportadores brasileiros ganham vantagem na Noruega com início de tarifa zero para itens como roupas e chocolates
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Desde este domingo (1º), as relações comerciais entre Brasil e Noruega passam a ser regidas pelo acordo de livre comércio firmado entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). A iniciativa suspende cobranças de importação sobre uma lista específica de mercadorias brasileiras, barateia a entrada desses itens no mercado norueguês e torna mais simples o trâmite das operações. O documento foi assinado em 2025 e faz parte da política do Brasil de expandir os destinos de suas vendas ao exterior.

Peças de vestuário, tecidos, leveduras, óleos vegetais refinados e variados alimentos industrializados poderão chegar à Noruega sem pagar tarifa. Além desses, o pacto prevê cortes ou extinção de taxas para outros produtos, o que abre caminho para que mercadorias nacionais sejam comercializadas com mais vantagens naquele país europeu.

Na área têxtil, o benefício alcança itens como camisetas, calças, trajes de banho, lingeries e peças para cama, mesa e banho. Já no segmento alimentício, fermentos e leveduras aparecem ao lado de chocolates, biscoitos, massas, cervejas e cereais matinais, com vantagens tributárias definidas conforme as particularidades de cada grupo de produtos.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) avalia que o tratado também pode impulsionar segmentos com perspectiva de avanço na Noruega, entre eles remédios, bijuterias, equipamentos mecânicos, máquinas e calçados. Contudo, o desempenho das vendas vai depender da procura por esses bens, da capacidade de concorrência dos fabricantes e do respeito às normas comerciais vigentes.

Hoje, a Noruega lidera as exportações brasileiras para os integrantes da EFTA, com cerca de 40% do total enviado ao bloco. A diminuição de obstáculos comerciais tem potencial para elevar a fatia do Brasil nesse mercado e incentivar acordos de negócios entre companhias das duas nações.

Para além das tarifas, o tratado traz providências que tornam a venda de produtos mais fácil. Entre elas, destacam-se o aproveitamento de certos ensaios feitos em laboratórios do Mercosul, a menor exigência de refazer etapas de certificação e a maior flexibilidade nas regras de rotulagem, de acordo com a norma de cada item.

Tais medidas têm condições de reduzir gastos e procedimentos burocráticos que pesam sobre quem exporta, sobretudo em indústrias submetidas a requisitos técnicos rigorosos. Na visão do MDIC, a iniciativa é mais um passo para diversificar os parceiros comerciais do país e reforçar a presença de bens brasileiros no cenário global.

A EFTA é composta por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein, nações que juntas reúnem cerca de 15 milhões de consumidores e têm grande poder de consumo e de investimento. Vale notar que a vigência anunciada neste domingo diz respeito somente à relação entre Brasil e Noruega, e não quer dizer que todas as regras tarifárias já valham ao mesmo tempo para os outros membros do bloco europeu.

Com informações de www.ururau.com.br.

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