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Escola de Travessão de Barra encerra com festa cultural o projeto que resgata a memória dos antepassados entre alunos da EJA

Na Escola Municipal Manoelina de Souza Rodrigues, em Travessão de Barra, a EJA concluiu a quarta edição de um projeto interdisciplinar voltado à ancestralidade e à diversidade cultural brasileira.

Escola de Travessão de Barra encerra com festa cultural o projeto que resgata a memória dos antepassados entre alunos da EJA
Imagem da reportagem

Na quinta-feira (22/10), a Escola Municipal Manoelina de Souza Rodrigues, localizada em Travessão de Barra, chegou ao momento final do projeto “Raízes que nos Formam”, conduzido com estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Durante a programação, foram realizadas atividades de caráter interdisciplinar que buscaram destacar a ancestralidade, os costumes e a pluralidade cultural do país, aproximando os saberes históricos dos temas estudados em sala.

Trata-se da quarta vez que a proposta é levada às unidades de ensino de São Francisco de Itabapoana. O coordenador da EJA, Rafael Viana, chamou atenção para o engajamento de alunos e docentes durante a execução das tarefas.

“Fico muito contente em ver os alunos trabalhando de forma unida e interdisciplinar. O objetivo é transmitir conhecimentos sobre nossos ancestrais e as culturas de outros tempos, mantendo essas tradições vivas e valorizando a multiculturalidade do Brasil. Mais uma vez, nosso projeto foi um sucesso”, ressaltou.

A diretora da unidade, Ivonete Rangel, igualmente celebrou a dedicação da comunidade escolar. “Sinto uma felicidade enorme ao chegar à escola e ver nossos alunos tão empenhados, assim como os professores, todos envolvidos com os trabalhos e os materiais. É uma experiência muito especial e gratificante para mim”, afirmou.

A iniciativa também evidenciou de que maneira distintas matérias podem colaborar para que a história e a identidade cultural sejam valorizadas. O professor de Matemática, Joel Mota, enfatizou o estudo sobre a geometria de Gana, abordagem que une construções geométricas, expressões artísticas e saberes herdados dos antepassados.

“O projeto mostra que a Matemática vai além dos números. Ela também valoriza a história, a resistência, a força e a identidade de um povo. Essa ligação entre ancestralidade e conhecimento é muito importante para os nossos alunos”, explicou.

Por sua vez, o professor de Língua Portuguesa, Jonas Santos, apontou os ganhos que a atividade trouxe para a leitura, a escrita, a oralidade e a interpretação de textos. “O projeto fortalece a autoestima, o sentimento de pertencimento e o respeito à diversidade cultural. Dessa forma, contribui para uma educação mais humanizada, inclusiva e transformadora, que valoriza os saberes dos estudantes da EJA e incentiva o exercício da cidadania”, destacou.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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