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Cabulosas vencem nos pênaltis, ficam com a Libertadores feminina e garantem lugar em dois torneios mundiais

Em Quito, o Cruzeiro superou o Corinthians nos pênaltis após uma final com oito gols e conquistou pela primeira vez a Libertadores feminina. O título também dá ao clube mineiro vagas no intercontinental de 2027 e no Mundial de 2028.

Cabulosas vencem nos pênaltis, ficam com a Libertadores feminina e garantem lugar em dois torneios mundiais
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Na noite de sábado, em Quito, capital do Equador, a decisão da Libertadores feminina terminou com uma virada dramática. O Cruzeiro, cujas jogadoras são chamadas de cabulosas, chegou a sofrer um placar de 3 a 0 contra o Corinthians, mas conseguiu igualar o confronto e levou a melhor na disputa de pênaltis. A conquista inédita garante ao time mineiro presença em duas competições internacionais: o intercontinental e o Mundial de Clubes.

O primeiro desses torneios está marcado para janeiro de 2027. Chamado de Copa dos Campeões feminina, o intercontinental chega à segunda edição e acontecerá em Miami, nos Estados Unidos, reunindo seis equipes. Por ter vencido a Libertadores, o Cruzeiro começará a disputa já na fase de semifinal, diante do Barcelona, atual campeão europeu.

Em janeiro de 2028, será disputado o primeiro Mundial de Clubes feminino organizado pela Fifa. A competição também terá como sede os Estados Unidos e reunirá 19 agremiações. O Cruzeiro é o segundo representante sul-americano garantido no torneio, já que o adversário da final deste fim de semana ocupou a primeira vaga, obtida pelo Corinthians ao levantar a Libertadores de 2025.

Além das duas vagas internacionais, o título também assegura às cabulosas um lugar na Libertadores do próximo ano.

Gols em profusão

Depois de empatarem em 4 a 4 no tempo normal, as equipes foram para os pênaltis, nos quais o Cruzeiro bateu o Corinthians por 5 a 4 em uma decisão emocionante realizada em Quito.

As corintianas, conhecidas como brabas, sustentaram o peso da tradição e da força do clube mais vencedor da Libertadores feminina, mas enfrentaram dificuldades diante de adversárias que mostraram vigor, rapidez e firmeza psicológica, justamente no momento em que parecia que levariam uma goleada.

O Corinthians, que havia cedido somente dois gols nas partidas anteriores da competição, viu sua defesa ser vazada quatro vezes na final. Gabi Zanotti abriu o placar aos 4 minutos, de cabeça, e voltou a balançar as redes aos 42, com uma finalização de pé direito. Os dois tentos das brabas nasceram de erros defensivos e saíram ainda no primeiro tempo.

No começo da etapa complementar, Victoria Albuquerque aumentou a vantagem, mas Byanca respondeu logo depois e anotou o primeiro gol do Cruzeiro. Aos 12 minutos, as cabulosas se aproximaram ainda mais, por meio de uma cobrança de falta de Victoria Calhau. O jogo, porém, não parou no placar de 3 a 2.

Na metade do segundo tempo, Victoria Albuquerque voltou a marcar e colocou o Corinthians com o quarto gol. Aos 30 minutos, a colombiana Lorena Bedoya reduziu para o Cruzeiro, que só conseguiu igualar o marcador nos acréscimos, com uma cabeçada de Leticia Ferreira.

Na disputa de pênaltis, Pri Back desperdiçou a cobrança pelo Cruzeiro, e Jaque Ribeiro errou pelo lado do Corinthians, dentro da série inicial de cinco batidas para cada equipe. Nas cobranças alternadas, Bedoya isolou a bola pelas cabulosas, enquanto Robledo mandou para fora pelas brabas. Na sétima cobrança, a goleira Camila Rodrigues defendeu o chute de Gi Fernandes, e o Cruzeiro levantou pela primeira vez o troféu da Libertadores feminina, vencendo o hexacampeão da competição.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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