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Polícia

Após retirada de 5,7 toneladas, equipes investigam origem de peixes sem vida no Centro do Rio

Desde quinta-feira (22), mais de cinco toneladas de peixes mortos foram recolhidas na Baía de Guanabara, nas proximidades do Museu do Amanhã. Inea não encontrou sinais de contaminação na água.

Após retirada de 5,7 toneladas, equipes investigam origem de peixes sem vida no Centro do Rio
Imagem da reportagem

Desde a quinta-feira (22), já foram tirados da Baía de Guanabara mais de cinco toneladas de peixes sem vida. A coleta aconteceu perto do Museu do Amanhã e da Praça Mauá, na região central do Rio. Junto aos animais, foram achados resíduos como garrafas pet, latas e isopores.

Nesta sexta-feira (23), pela manhã, profissionais da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) realizaram o recolhimento usando uma embarcação equipada com rede. Ao longo de 24 horas, o volume chegou a 5,7 toneladas de animais retirados da água.

A Comlurb afirmou que executa, todos os dias, a limpeza da superfície da água no entorno do Museu do Amanhã, contando com o apoio de um barco para essa tarefa.

Por meio de comunicado, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) relatou que análises feitas em vários pontos da Baía de Guanabara não apontaram indícios de contaminação da água. Já as equipes do programa De Olho no Mar localizaram os peixes mortos somente na área do Museu do Amanhã.

O documento aponta como hipótese o descarte de pescado feito por pescadores. Em conversa com o jornal O DIA, o biólogo marinho Caio de Marco, mestre em ecologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista em peixes e pesca, ressaltou que determinar a causa exigiria um estudo mais detalhado da espécie encontrada.

Segundo o especialista, não é possível confirmar a origem neste momento, já que o Inea não detectou contaminantes. Caso se trate da mesma espécie e de tamanho semelhante, a probabilidade de ter sido pesca é alta. Um barco de traineira, por exemplo, pode capturar em excesso ou atingir um cardume que não lhe interessa, formado por peixes menores sem valor comercial. Ao perceber isso na rede, o pescador costuma abri-la, e grande parte dos animais chega ferida e acaba morrendo. Depois, os peixes flutuam e são levados até a costa.

Ele também mencionou outras possibilidades: a baixa concentração de oxigênio na água, algo que não tem relação direta com a pesca, ou correntes que podem ter trazido os peixes de outros pontos. Essas foram suas palavras ao ser ouvido pela reportagem.

O artigo 34 da Lei de Crimes Ambientais estabelece pena de um a três anos de reclusão, além de multa, para quem pesca durante período proibido, como o defeso, ou em áreas interditadas por órgão competente.

A mesma punição vale para quem captura espécies protegidas ou exemplares abaixo do tamanho permitido, para quem pesca quantidades acima do limite ou emprega equipamentos, técnicas e métodos não autorizados, e também para quem transporta, vende, beneficia ou industrializa animais obtidos de coleta, apanha ou pesca proibidas.

Já o artigo 35 da mesma legislação prevê de um a cinco anos de prisão para quem pesca com uso de explosivos ou substâncias tóxicas. A norma considera pesca qualquer ação que vise retirar, extrair, coletar, apanhar, apreender ou capturar peixes, crustáceos, moluscos e vegetais hidróbios, com ou sem valor econômico.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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