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Saúde

Profissionais da rede básica do Norte e Noroeste Fluminense aprendem a trocar insulina de pacientes com diabetes

Em Campos, o Ministério da Saúde promoveu treinamento para equipes da Atenção Primária sobre a troca da insulina NPH pela Glargina no SUS. A novidade permitirá retirar o medicamento nas unidades básicas.

Profissionais da rede básica do Norte e Noroeste Fluminense aprendem a trocar insulina de pacientes com diabetes
Imagem da reportagem

Campos dos Goytacazes foi palco, na quinta-feira (22), de um treinamento sobre a passagem da insulina NPH para a Glargina na rede pública. A ação partiu do Ministério da Saúde e se destina a municípios do Norte e do Noroeste Fluminense, com foco em profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) que cuidam de pessoas com diabetes.

O encontro aconteceu no auditório da Faculdade de Medicina de Campos (FMC) e contou com a presença de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Quem conduziu as aulas foi a endocrinologista Laura Barra, da Policlínica da Tapera, para quem os usuários do Sistema Único de Saúde saem ganhando com a mudança.

Laura explicou: “Por ser uma insulina análoga, a Glargina tem ação prolongada, de até 24 horas, e costuma ser aplicada uma vez ao dia. Também pode reduzir o risco de hipoglicemia em comparação à NPH. Essa mudança traz mais comodidade ao tratamento e acompanha a modernização da medicina”.

Cristiane Abílio, que dirige o Departamento de Assistência Farmacêutica na pasta municipal de Saúde, também destacou o ganho de comodidade. “A transição da insulina NPH para a Glargina no SUS representa um avanço expressivo na qualidade do cuidado dos pacientes com diabetes. A participação ativa dos profissionais de saúde na prática clínica e na dispensação do medicamento é fundamental para garantir que essa inovação terapêutica chegue, com eficácia, a quem mais precisa”, afirmou.

Já a diretora das Linhas de Cuidado da APS, Ana Beatriz Mayerhofer, ressaltou a segurança maior para quem usa o remédio. “O principal objetivo dessa transição é que, após a conclusão, o paciente poderá retirar a insulina na Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua casa, com acompanhamento da equipe de Saúde da Família, incluindo médicos e enfermeiros”, disse.

Representantes de outras cidades elogiaram a iniciativa. Cátia Assis, coordenadora do Hiperdia na Secretaria de Saúde de São João da Barra, afirmou que o curso é muito relevante para o município e para quem convive com diabetes. “O curso está trazendo informações importantes tanto para os profissionais que atuam na ponta quanto para os pacientes. Nosso objetivo é levar esse conhecimento às equipes de saúde e orientar os usuários com segurança”, declarou.

Marcele Pacheco, coordenadora da Farmácia Municipal de São João da Barra, completou: “A implementação da insulina Glargina nas unidades de saúde representa um avanço importante. Antes, o medicamento era obtido por meio de ações judiciais, e depois, passou a ser disponibilizado pelo componente especializado. Agora, os pacientes que atenderem aos critérios de elegibilidade poderão retirá-lo na unidade de saúde”.

Com informações de CAMPOS 24HORAS.

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